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Lula coleciona atritos com vizinhos e deixa Brasil isolado

Lula afasta vizinhos e deixa Brasil diplomaticamente isolado. (Foto: André Borges/EFE)

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O embaixador argentino ontem saiu de Brasília rumo a Buenos Aires, onde vai ficar provavelmente até que se defina quem será o novo presidente do Brasil. Com o Lula parece que não está dando. O embaixador Daniel Raimundi, fora do mundo oficial, é muito querido aqui em Brasília. 

Lá nos Estados Unidos, o Senado americano aprovou, por 51 a 47, Daniel Perez, filho de cubanos, para ser o embaixador aqui. O encarregado de negócios — que eu acho que foi para ser embaixador no Paraguai — era Escobar. Os Estados Unidos têm mandado para cá gente que fala espanhol, que fala uma língua latina e tem mais facilidade de se entender conosco. Lembro do meu querido amigo Diego Asêncio; ele e a Nancy, mulher dele, representaram o governo dos Estados Unidos aqui lá pelos anos 80, depois de ele ter sido refém durante muito tempo na Colômbia, num ataque dessas guerrilhas que agora o novo governo colombiano pretende dar um final. 

Lembro que Lula não foi à posse do novo presidente da Colômbia e nem foi à posse da nova presidente do Peru. São vizinhos, fazem fronteira com o Brasil; não importa a cor político-ideológica. Agora está esse rompimento com a Argentina, em que temos uma relação com o nosso principal parceiro do Mercosul num nível mais baixo, o nível de encarregado de negócios. O embaixador brasileiro de lá, voltou para Brasília e, como eu mencionei, domingo o embaixador argentino foi para Buenos Aires.  

Já tivemos uma briga com o Paraguai, e o Paraguai hoje está cada vez mais importante, recolhendo as empresas brasileiras. Aqui são centenas de empresas em RJ, que é a recuperação judicial; a situação está cada vez pior. O Armínio Fraga acha que está muito parecido com o governo Dilma. O Lula 1, 2, 3… Imagina.

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Cinto de segurança em ônibus 

Uma outra questão que quero chamar atenção de novo: houve um acidente de ônibus aqui. Um ônibus foi atingido por um caminhão carregado de areia. Um ônibus que ia daqui do Distrito Federal para Uberlândia, se não me engano, e teve seis ou sete mortos.

As pessoas que ficaram protegidas e quase não ficaram feridas estavam de cinto. As que morreram não estavam de cinto. Para pensar nisso: não entre num ônibus sem cinto. O ônibus urbano não tem essa possibilidade, mas intermunicipal e interestadual, o cinto faz toda a diferença, faz muita diferença.

Os ventos no Sul e o muro da penitenciária 

E uma outra questão, que não é política: ventanias lá no Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul está numa região intermediária entre o Polo e o Equador, está no meio do caminho. Ali é o entrechoque climático. E lá, os ventos chegaram a 90 km/h. Eu estava no Rio no dia da ventania de 105 km/h. Eu não só estava no Rio, como estava na rua; estava saindo de um barco e tendo que caminhar 800 metros até o hotel. Eu estava contra o vento e deu. 

Mas o que eu queria contar é que um vento de 90 km/h derrubou a muralha de uma penitenciária regional em Pelotas. Aí eu fico pensando: alguém vai investigar quem foi a construtora, quem fiscalizou essa construção? É uma penitenciária. Se um sopro do lobo mau na casa dos três porquinhos derruba, na hora que algum CV ou PCC, ou seja lá o que for, descobrir que basta dar uma batida com um trator num muro desse e o muro cai, sai todo mundo de uma penitenciária. Foi construída com quê? Qual foi a mistura de cimento com areia, com brita? Foi na proporção certa? Meu Deus.

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