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Quem ficou pelo caminho após fim das convenções partidárias

As convenções partidárias terminaram na quarta-feira (5) e oficializaram ausências de nomes que eram vistos como possibilidades reais para presidente, governador, senador e deputado federal nas eleições de 2026. Isso antes do início do período das convenções, é claro.

Na corrida presidencial, dois pré-candidatos ficaram pelo caminho. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (DC), desistiu de seguir com a candidatura por falta de apoio dentro do partido que teve Aldo Rebelo como plano inicial. Com a saída de Barbosa, o Democracia Cristã confirmou uma chapa pura com Clariana Barão e Fabiana Torquato.

Outro que não teve apoio da própria legenda foi Cabo Daciolo, que havia se lançado pré-candidato ao Palácio do Planalto. Entretanto, o Mobiliza decidiu não lançar candidato a presidente e anunciou neutralidade na disputa. O ex-candidato presidencial de 2018 não vai ficar sem concorrer neste pleito. Ele será candidato a governador do Amazonas.

Para a posição de vice-presidente, muitos ficaram pelo caminho. Muitas, na verdade. Sete mulheres foram cogitadas para preencher a vaga de candidata a vice de Flávio Bolsonaro (PL), mas nenhuma se confirmou. Daniella Marques (Republicanos), Tereza Cristina (PP), Simone Marquetto (PP), Clarissa Tércio (PP), Bia Kicis (PL), Júlia Zanatta (PL) e Priscila Costa (PL) estiveram no radar. A posição, no fim, ficou com Alfredo Gaspar (PL).

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Cleitinho foi rechaçado em Minas Gerais após demora para tomar decisão

O senador Cleitinho (Republicanos) não se empolgou com uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais. Isso até o seu partido fechar a porta para ele devido à demora para decidir se embarcaria na disputa. Ao deixar a situação no ar, Cleitinho perdeu o apoio, inclusive de partidos aliados, como o PL, que planejava contar com ele para dar um palanque de peso para Flávio Bolsonaro.

Na reta final das convenções, porém, Cleitinho decidiu que seria hora de entrar de vez na disputa. Ele chegou a publicar um vídeo feito com inteligência artificial para relembrar sua trajetória política, sua família e uma referência à passagem bíblica de Davi e Golias, e se colocar à disposição. Era tarde e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, vetou.

Cleitinho confirmou a decisão em vídeo, ao lado de Marcos Pereira. Mesmo assim, no dia seguinte, o senador pediu que o partido revisse a posição. O registro da candidatura precisa ser feito até 15 de agosto, o que deixa a situação em aberto, inclusive com a possível candidatura de Flávio Roscoe pelo PL.

Alvaro Dias saiu da disputa ao Senado em jogada de Ratinho Junior

O ex-governador e ex-senador Alvaro Dias perdeu a cadeira no Senado em 2022 e desde então tentava se recolocar no cenário político do Paraná. A volta seria a candidatura ao Senado após trocar o Podemos pelo MDB. O caminho parecia aberto para isso se concretizar, mas o governador Ratinho Junior (PSD) mudou esses planos.

Ao indicar Sandro Alex (PSD) como cabeça de chapa para o governo do estado, Ratinho Junior afastou o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), que tentou se lançar como candidato. No último momento, porém, o governador conseguiu convencer Greca a ser vice de Sandro Alex.

O arranjo ameaçou a vaga de Alexandre Curi (Republicanos) na chapa para o Senado, que bateu o pé e não abriu mão da posição. Ratinho Junior também havia aproximado Cristina Graeml (PSD) de seu grupo para lançá-la à Câmara Alta. Com isso, não sobrou espaço para Alvaro Dias, que reconheceu que não tinha “as condições necessárias para construir essa unidade que eu tanto almejei, também em torno do meu nome.”

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