O médico Anthony Fauci foi diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e principal conselheiro médico do presidente Biden durante a pandemia (Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS)
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O ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) durante a pandemia, Anthony Fauci, foi considerado em desacato ao Congresso nesta quinta-feira (6) por se recusar a depor na semana passada em uma audiência no Senado sobre sua atuação na crise da Covid-19.
A votação ocorreu no Comitê de Segurança Interna do Senado, de maioria republicana, que aprovou uma resolução sobre o assunto.
O presidente da comissão, o senador republicano Rand Paul, um crítico ferrenho do médico, iniciou a votação depois que Fauci invocou a Quinta Emenda mais de 100 vezes para evitar responder às perguntas dos parlamentares sobre a gestão da pandemia, após a divulgação de informações pessoais do cientista.
A decisão de desacato abre caminho para que o Departamento de Justiça considere apresentar acusações federais contra ele, caso o comitê recomende a medida. Se condenado, o médico pode pegar uma pena de até um ano de prisão.
Segundo o The New York Times, para que uma resolução de desacato tenha força de lei, o Senado precisa aprová-la em sua totalidade. Nesse caso, ela seria enviada ao procurador federal em Washington, D.C., que poderia então apresentar o caso a um júri popular. Mas as resoluções de desacato exigem uma maioria de 60 votos, e com 53 republicanos no Senado, a aprovação é altamente improvável.
Antes de deixar a presidência, o ex-governante democrata Joe Biden concedeu um indulto preventivo a Fauci, buscando protegê-lo, assim como outros funcionários, de possíveis processos movidos pelo presidente Donald Trump e aliados.
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