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Disputa pelo número 1313 provoca racha no PT do Rio de Janeiro

A disputa chegou à direção do PT após uma queixa formal contra a tentativa de reservar o número 1313 para o filho de Quaquá (Foto: Bruno Spada | Vinicius Loures | Paulo Sergio/Câmara dos Deputados)

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O número de urna 1313, tradicionalmente associado ao PT, virou motivo de uma disputa interna no partido no Rio de Janeiro. O conflito envolve o prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, o deputado federal Lindbergh Farias e o ex-deputado Marcelo Freixo.

A disputa chegou à direção do PT após uma queixa formal contra a tentativa de reservar o número 1313 para o filho do dirigente da sigla, Diego Zeidan, que é presidente estadual do partido.

Lindbergh e Freixo recorreram à Executiva Nacional do partido para tentar reverter a medida. Na representação, os petistas afirmam que a decisão desrespeita as normas internas do PT e favorece interesses familiares.

Os dois classificam a medida como arbitrária e afirmam que a direção estadual do PT não pode entregar o número 1313 a uma candidatura sem o aval da Executiva Nacional.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Freixo afirmou que o partido “não pode ser tratado como uma capitania hereditária”.

Lindbergh, por sua vez, disse que a discussão “não é uma briga por número”, mas uma questão de democracia interna e de respeito às regras do PT.

Quaquá rebate críticas de Lindbergh e Freixo

Quaquá rebateu as críticas em vídeo nas redes sociais. O prefeito afirmou que o número pertence legitimamente ao seu campo político por tê-lo utilizado na eleição de 2022 e defendeu a indicação de Diego Zeidan como parte da renovação do partido no estado.

“O choro é livre”, escreveu em publicação no Instagram, nesta quarta-feira (5).

Quaquá também afirmou que adversários internos que “abandonaram o barco” agora tentam impedir o crescimento de novas lideranças petistas.

O dirigente partidário também resgatou episódios da trajetória política dos dois adversários.

Segundo Quaquá, Lindbergh quase deixou o PT para ajudar na fundação do PSOL, enquanto Freixo defendeu a Operação Lava Jato durante as prisões de Lula e de aliados do partido.

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