VILLA NEWS

Aliança niilista global: o que explica a união entre progressismo, antissemitismo e islamismo

A esquerda tem um longo histórico de antissemitismo, e hoje ela identificou que a sua obsessão anti-Israel, o seu antissionismo psicótico. (Foto: Leon Natan/Pexels)

Ouça este conteúdo

Na semana passada escrevi sobre a esquerda e sua aparente contradição entre apoiar a causa LGBT e, ao mesmo tempo, apoiar grupos terroristas que cometem atentados contra civis (inclusive contra a população LGBT). Conforme expliquei, essas causas de direitos de minorias e “oprimidos” não têm importância real para a esquerda; elas são apenas instrumentos para o seu ímpeto revolucionário. Se for preciso sacrificar os direitos de gays, mulheres, negros, trans e qualquer outro grupo em nome da utopia progressista, eles assim o farão, sem qualquer claudicância moral.

Essa mesma lógica permite-nos entender uma outra grande (aparente) contradição existente no esquerdismo atual: a sua adesão ao antissemitismo e o seu apoio ao terrorismo islâmico.

Muitos acreditam que o progressismo seja sobretudo uma doutrina econômica, resultado de um diagnóstico sobre as injustiças do “capitalismo”. Há poucos ricos e muitos pobres, dizem eles, uma grande desigualdade na sociedade; e se somos seres empáticos e morais, devemos direcionar nossas preocupações humanitárias a quem é mais fraco e mais pobre, a quem tem menos condições de se defender. É no interesse dos mais pobres que o progressista trabalharia, assim, para aprimorar as instituições sociais rumo a uma sociedade igualitária.

E se você quisesse destruir o Ocidente, a quem você pediria ajuda? Onde você recrutaria a violência para o auxiliar nesse esforço revolucionário? Como atrair e arregimentar as forças da destruição?

Enquanto essas atividades de empatia e caridade forem construtivas, isso é até bom, e nada tem a ver com progressismo. Se eu tenho empatia pelos mais pobres e passo a doar alimentos e dinheiro, passo a fazer caridade e a voluntariar-me em associações religiosas – ou seja, passo a engajar-me em atividades construtivas –, isso é apenas uma ação moral de amor e ajuda ao próximo que muitas religiões e filiações políticas (incluindo liberais e conservadores) costumam incentivar.

A “empatia” e a “caridade” do progressismo são bem diferentes. O progressista olha para a realidade e conclui que os seus problemas são tão malignos quanto insanáveis, e apenas a destruição da ordem atual poderá permitir o surgimento do amanhã radiante. Todo o sonho escatológico da utopia progressista passa, assim, pela destruição do que existe atualmente. O esquerdismo é, assim, um movimento niilista dedicado à destruição do Ocidente e de suas instituições (capitalismo, Igreja, liberdades individuais etc), supostamente para que isso facilite o surgimento de uma sociedade utópica sem classes, sem pobreza, sem opressões.

E se você quisesse destruir o Ocidente, a quem você pediria ajuda? Onde você recrutaria a violência para o auxiliar nesse esforço revolucionário? Como atrair e arregimentar as forças da destruição? Qual é a causa que nos permite antagonizar o Ocidente ao máximo, antagonizá-lo ao ponto da violência? Esse é o dilema estratégico da esquerda atual.

A agenda da mudança climática, com o seu tom histérico e sua pregação apocalíptica, até que foi uma boa tentativa, mas a destruição tem-se limitado mais à economia que à destruição concreta que apenas a violência direta pode produzir. A imigração sem limites também provê certa chama-piloto para o radicalismo violento, mas ainda fica faltando o movimento geral que permitirá a sua conflagração.

VEJA TAMBÉM:

É aqui que o antissemitismo e o antissionismo de esquerda entram na agenda do progressismo ocidental atual. Ao associar Israel a “atrocidades” e ao “Ocidente”, o progressismo marca a porta do Ocidente com símbolos de demolição. Terroristas de todo mundo, uni-vos! Aqui há judeus, aqui há defensores de Israel, e vocês jamais se libertarão da opressão sionista enquanto não destruírem o Ocidente que os apoia. Essa é a razão de ser da união niilista global: a esquerda acorda e cutuca o dragão do fundamentalismo islâmico para auxiliá-la em seu projeto niilista.

O antissemitismo progressista é o escudo de David riscado nas instituições ocidentais; é o alvo desenhado que atrai o terrorismo antissemita e o faz trabalhar para a causa do progressismo niilista. É claro que, nesse processo, alguns terroristas também se empolgarão em demasia e acabarão atacando gays e outras minorias; mas esse é um preço que a esquerda está (e sempre esteve) disposta a pagar.

A esquerda tem um longo histórico de antissemitismo, e hoje ela identificou que a sua obsessão anti-Israel, o seu antissionismo psicótico, também pode auxiliá-la em seu ímpeto niilista mais amplo: a arregimentação do terrorismo islâmico para a destruição do Ocidente.

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *