O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não voltaria a usar o boné do presidente norte-americano Donald Trump.
Depois do anúncio da taxação de 50% sobre os produtos brasileiros em julho do ano passado, o governador de São Paulo foi alvo de ataques do PT e de outros partidos de esquerda por causa de um vídeo em que ele aparece com o boné do movimento Maga (Make American Great Again).
No entanto, Freitas lembrou que o episódio não teve relação com o tarifaço e que a comemoração postada nas redes sociais era uma referência ao retorno do republicano à Casa Branca. Trump tomou posse em janeiro de 2025.
“Uma coisa não tem relação com a outra. Eu coloquei o boné naquela situação da posse. Não colocaria hoje, mas não tem relação com o que veio depois”, respondeu o governador em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!.
Questionado se a relação com a família Bolsonaro pode prejudicar a campanha à reeleição, caso a economia paulista seja impactada pelo tarifaço, Freitas minimizou a influência dos filhos do ex-presidente da República na postura da Casa Branca. “O Eduardo [Bolsonaro] não teria peso para tomar decisões pelo governo americano. Isso é narrativa”, disse.
Ele ainda cobrou uma postura diplomática do governo brasileiro para lidar com a gestão Trump. “Existe uma série de interesses norte-americanos e uma série de interesses do governo brasileiro. Cabe à diplomacia negociar, o que foi feito ao longo da nossa história, para que a gente tenha os melhores acordos possíveis. O Brasil teve um ano para se preparar”, comentou.
Neste ano, Trump voltou a taxar produtos brasileiros de diferentes segmentos. O governador paulista disse que deve repetir as medidas para diminuir o impacto econômico no estado, se for reeleito e o tarifaço norte-americano for mantido.
Desde o ano passado, Freitas afirmou que o governo de São Paulo tem trabalhado com “liberação de crédito e de impostos que estão retidos, como ICMS” para auxiliar a resposta do setor produtivo.
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