A Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) comanda, nesta terça-feira (4), a operação Rede Interrompida, com o objetivo de impedir um atentado durante os debates do segundo turno entre os candidatos à Presidência.
São cumpridos mandados de busca e apreensão contra oito investigados, que têm entre 19 e 31 anos, em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A operação ocorre em parceria com as polícias civis dos respectivos estados.
De acordo com a PCDF, o inquérito surgiu a partir do Ciberlab, laboratório de crimes cibernéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As suspeitas envolvem os delitos de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e outros tipos da lei antirracismo. A corporação pontua que não há, por ora, a hipótese de enquadramento na Lei Antiterrorismo.
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O conteúdo interceptado inclui discussões sobre invasões a edifícios da região central de Brasília, com seleção de alvos, tudo planejado com a análise de mapas, plantas e modelos tridimensionais, além do próprio recrutamento de novos participantes. Os elementos de prova também incluem manuais para a fabricação de explosivos.
A ação nos estados tem como objetivo apreender os computadores e celulares utilizados e preservar as evidências de que havia um planejamento em curso, bem como o nível de organização dos grupos e o estágio em que o plano se encontrava.
O grau de organização pode complicar ou abrandar a situação dos investigados, uma vez que esta é uma das variáveis que diferencia organização criminosa de associação criminosa. Enquanto a pena-base por organização criminosa varia de três a oito anos de prisão, o delito de associação criminosa tem punição que varia de um a três anos. Já o terrorismo, descartado nesta fase das apurações, tem pena que varia de 12 a 30 anos.


