A campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo estuda incluir em seu plano de segurança pública um programa de alistamento civil para jovens em situação de vulnerabilidade.
A proposta prevê até 200 mil vagas para participantes que atuariam uniformizados, equipados com rádios de comunicação e em contato direto com as forças de segurança, mas sem exercer funções policiais.
O candidato a vice-governador, Márcio França (PSB), elaborou a iniciativa, que deve integrar o conjunto de propostas que Haddad pretende divulgar nos próximos dias, antes mesmo de apresentar o plano de governo.
Em entrevista à CBN, nesta segunda-feira (3), França afirmou que implantou o programa quando comandou a prefeitura de São Vicente, na Baixada Santista.
“O alistamento civil não tem uma função de segurança pública, mas aparenta ter. Eles andam uniformizados, com rádio de comunicação, e prestam serviço nas ruas. Fazem uma orientação na rua, cuidam do trânsito, de primeiros socorros, fazem anotações e têm o contato com os comandos da Polícia Civil, Militar e Guarda Municipal”, disse.
Segundo França, o programa teria cerca de 200 mil vagas em todo o estado e custaria aproximadamente R$ 1 mil por participante.
Câmeras corporais e inteligência artificial
A campanha também estuda adotar câmeras corporais com gravação ininterrupta para policiais militares.
Hoje, o policial pode iniciar a gravação no local da ocorrência ou operadores do Centro de Operações da PM podem acionar o equipamento remotamente.
A equipe de Haddad também quer incluir um capítulo sobre o uso de inteligência artificial para identificar padrões e cruzar informações em bases de dados policiais, além de medidas para reduzir os índices de letalidade policial.
Datena e ex-coronéis
Haddad consulta profissionais ligados à área de segurança para elaborar as propostas. Entre eles estão Leandro Piquet, professor da Universidade de São Paulo (USP), Benedito Mariano, sociólogo do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), ex-coronéis da Polícia Militar e o apresentador José Luiz Datena.
Conhecido pela cobertura policial na televisão, Datena participa das discussões sobre as propostas para o setor.
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