Em meio à sua restruturação, a Oncoclínicas abrirá mão de 43,5% de uma dívida da Unimed São Gonçalo Niterói, operadora da Unimed Leste Fluminense, para receber R$ 90 milhões. O débito, fruto da ausência de pagamento de parcelas que somam R$ 159 milhões, foi para a Justiça do Rio de Janeiro, que agora terá que homologar o acordo.
A ação foi movida no dia 1º de junho – antes do pedido de recuperação extrajudicial – pela Navarro Serviços Oncológicos, uma das subsidiárias da companhia e tramita na 5ª Vara Cível de Niterói.
Além deste, a empresa divulgou outro fato relevante nesta segunda-feira (3) anunciando a formalização de um desinvestimento na Arábia Saudita, com a venda de sua participação na Specialized Medical Treatment Company à Advanced Drug Company for Pharmaceuticals por US$ 6,5 milhões.
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Dívida de R$ 5,1 bilhões levou Oncoclínicas a pedir recuperação extrajudicial
No momento em que pediu socorro à Justiça, a Oncoclínicas enfrentava uma dívida de R$ 5,1 bilhões. No final de 2025, a empresa fez uma antecipação de R$ 330,5 milhões, o que iniciou a pressão ao caixa. A pressão refletiu diretamente no estoque de medicamentos. Sem recursos para comprar em quantidade dos fornecedores habituais, foi necessário comprar os itens separadamente e de fornecedores locais, ou seja, sem desconto.
Os R$ 159 milhões da Unimed do Rio de Janeiro, uma das principais fontes pagadoras da Oncoclínicas, entraram na contabilidade por conta do risco já percebido de não receber o saldo devedor, contribuindo para a ameaça aos custos operacionais.
Credores que representam cerca de 37% do endividamento concordaram com o plano de recuperação extrajudicial, que prevê aportes, conversão de créditos em ações, alongamento do calendário de pagamentos e, como ocorre agora, acordos com os devedores.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a Unimed. O espaço segue aberto para manifestação.


