Cresce a procura por roteiros personalizados, nos quais a gastronomia e o contato com a cultura local passam a ocupar uma parte maior da viagem. Na foto, a cidade de Natal, um dos destinos mais procurados. (Foto: Alexis Regis/Ministério do Turismo)
Nos primeiros cinco meses de 2026, turistas internacionais deixaram R$ 25 bilhões no Brasil, uma alta de 11% em comparação ao mesmo período de 2025. O dado, baseado em registros do Banco Central e da Embratur, revela um recorde histórico de arrecadação. Mesmo com o número de visitantes estável, o faturamento cresceu porque os viajantes estão esticando a estadia e buscando novas experiências.
Quais países mais enviam visitantes para o território brasileiro?
A vizinha Argentina continua sendo a principal origem de turistas, com quase 2 milhões de entradas registradas entre janeiro e maio. Em seguida aparecem o Chile, com cerca de 421 mil visitantes, e os Estados Unidos, com 338 mil. Enquanto os argentinos costumam utilizar as fronteiras terrestres no Sul, além dos voos para o Rio e São Paulo, os norte-americanos chegam predominantemente por via aérea.
Como o câmbio influencia a decisão de visitar o país?
O valor da moeda brasileira em relação ao dólar e ao euro é um grande atrativo. Para quem vem do hemisfério norte, viajar para o Brasil pode custar o mesmo que um destino muito mais próximo. Especialistas apontam que essa vantagem competitiva coloca o país na ‘cesta de compras’ do turista, permitindo que ele tenha um custo-benefício elevado ao unir preços atrativos com uma vasta oferta de roteiros.
O que mudou no comportamento de consumo desses viajantes?
Houve um prolongamento das viagens. Antes, muitos visitantes se limitavam às cidades de entrada, como Rio de Janeiro e São Paulo. Agora, as agências notam que o turista busca ir além, visitando cidades históricas, praias e polos de ecoturismo a poucas horas dos grandes centros. Esse novo hábito distribui melhor o dinheiro pela economia de diferentes regiões e aumenta o gasto total por pessoa.
Quais são os novos destinos preferidos fora do eixo tradicional?
Embora Rio e São Paulo concentrem o maior fluxo pela infraestrutura, destinos no Nordeste e ligados à natureza estão ganhando força. Cidades como Natal e Recife crescem na preferência, enquanto locais como a Amazônia, Bonito e os Lençóis Maranhenses atraem quem busca roteiros personalizados. Nessas viagens, o contato com a cultura local, a gastronomia e o turismo de aventura são as atividades que mais geram receita.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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