Após onda de cancelamento por crítica ao grupo musical BTS, influenciadora Pietra Bertolazzi afirma ter sido vítima de ameaças e fraudes. (Foto: Reprodução/YouTube/@PietraBertolazzi)A influenciadora Pietra Bertolazzi acionou a Divisão de Crimes Cibernéticos de São Paulo (DCCIBER) após ser alvo de uma onda de ataques digitais, ameaças de morte e uso indevido de seus dados pessoais. A ofensiva começou no último dia 19 de julho, depois que ela criticou publicamente o grupo sul-coreano BTS durante a final da Copa do Mundo, gerando uma reação agressiva de internautas.
Quais crimes estão sendo investigados pela polícia no caso da influenciadora?
A defesa de Pietra aponta uma série de condutas que ultrapassaram a barreira da simples opinião na internet e entraram na esfera criminal. Estão sendo apurados crimes de invasão de dispositivo informático, estelionato, ameaça, calúnia, difamação e injúria. Segundo os advogados, houve uma ação coordenada para causar prejuízos financeiros e danos à honra da vítima, comprometendo sua segurança pessoal.
Como os dados pessoais de Pietra Bertolazzi foram utilizados indevidamente?
Após o vazamento de suas informações cadastrais, usuários em redes sociais como X e Discord relataram e incentivaram o uso dos dados para criar contas em bancos e serviços como o iFood. Foram registradas mais de 70 tentativas de compras em seu nome, além de cadastros falsos para ela atuar como mesária voluntária nas eleições de 2026 e pedidos de filiação a partidos políticos como o PT e o PCdoB.
Qual foi a crítica específica que desencadeou os ataques?
O conflito começou quando a influenciadora comentou sobre a aparência e o comportamento dos sete integrantes do grupo de K-pop BTS durante uma apresentação no Mundial de futebol. Ela os descreveu como um grupo de homens afeminados e vaidosos, afirmando ter sentido vergonha alheia. A declaração foi interpretada por fãs como uma ofensa, dando início à campanha de cancelamento e vazamento de dados.
O que a influenciadora diz sobre a motivação desses ataques?
Pietra afirma que a reação agressiva não é apenas uma resposta à sua opinião sobre a banda, mas um ataque ao que ela representa como ativista conservadora e católica. Ela questiona a formação da juventude atual e critica a falta de referências masculinas e familiares tradicionais. Para a influenciadora, o fanatismo de alguns jovens é um sintoma de um país que terceirizou a educação dos filhos para as redes sociais e o entretenimento.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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