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Sorteio devolve caso de Lulinha para as mãos de Mendonça 

O Sem Rodeios desta sexta-feira (31) analisa a nova investigação contra Lulinha e a tentativa da Polícia Federal de afastar André Mendonça da relatoria do caso. Além disso, o programa apresenta os detalhes revelados após a retirada do sigilo das investigações contra Jaques Wagner no caso Banco Master.

PF tenta tirar caso Lulinha de Mendonça, mas plano falha

A Polícia Federal tentou retirar de André Mendonça a investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em vez de encaminhar o pedido diretamente ao ministro, relator da Operação Sem Desconto, a corporação enviou o procedimento à Presidência do Supremo Tribunal Federal para a escolha de outro magistrado.

Alexandre de Moraes, que respondia pela Presidência do STF durante o recesso, encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República. Como a PGR não se opôs a uma nova relatoria, o Supremo realizou um sorteio. No entanto, o sistema designou o próprio André Mendonça, e o caso voltou ao ministro que já acompanha as investigações sobre as fraudes no INSS.

André Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha

André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar Lulinha por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. A PF apura se o filho de Lula atuou junto ao Ministério da Saúde e à Presidência da República para beneficiar interesses ligados à comercialização de cannabis medicinal em programas do governo.

A investigação cita a empresária Roberta Luchsinger, a empresa World Cannabis e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Além disso, os investigadores analisam uma viagem de Lulinha a Portugal, em 2024, paga pelo lobista. A defesa do filho do presidente nega irregularidades e classifica a investigação como uma “pesca probatória”.

Mendonça retira sigilo de investigação contra Jaques Wagner

André Mendonça também retirou o sigilo das investigações contra Jaques Wagner no caso Banco Master. Os documentos detalham a relação investigada entre o senador e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco e aliado de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Wagner e Lima trocaram 74 ligações, que somaram mais de cinco horas e meia de conversas.

Além disso, os relatórios citam viagens em aeronaves ligadas ao grupo, estadias na chamada “Ilha da Paixão” e a negociação de um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões. A PF investiga se esses benefícios mantêm relação com a atuação política do senador em temas de interesse do Banco Master. Jaques Wagner nega irregularidades, afirma que seus contatos foram institucionais e sustenta que os valores apreendidos têm origem lícita.

O Sem Rodeios vai ao ar às 13h30, ao vivo, pelo canal do Youtube da Gazeta do Povo.

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