O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) lamentou a ausência do PSDB nas eleições ao estado de São Paulo. Segundo ele, o partido tucano era menos truculento que “a extrema direita”.
A fala de Haddad ocorreu após a desistência do ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) de disputar o cargo de governador do estado. “O Aécio andou falando que queria [que] o PSDB voltasse. Eu também queria que o PSDB voltasse a existir, porque realmente foi uma pena, o PSDB tinha grandes quadros, uma pessoa como [Geraldo] Alckmin, como [José] Serra, como Fernando Henrique, são pessoas que pensam diferente da gente, mas tem um solo de valores que não são dispensáveis”, afirmou Haddad em entrevista ao canal MyNews publicada no último dia 21.
“Lamentei como cidadão mesmo, não ter uma força de centro-direita organizada e só ficar com a truculência da extrema-direita, que hoje é o que existe no país”, complementou Haddad. O PSDB e o PT se enfrentaram nas urnas, em eleições polarizadas, ao longo de duas décadas, entre 1994 e 2014, num embate que perdeu força após o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.
No estado de São Paulo, o PSDB esteve à frente do governo por mais de 20 anos, mas não conseguiu se recuperar após a meteórica passagem do ex-governador João Dória, que se desfiliou em 2022 por não ter conseguido apoio partidário interno para a candidatura à Presidência da República.
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A declaração do ex-ministro da Fazenda de Lula repercutiu negativamente entre aliados e correligionários. Presidente do PCO (Partido da Causa Operária) e pré-candidato à Presidência, Rui Costa Pimenta afirmou que a declaração de Haddad “deveria chocar todos os integrantes do PT, da sola dos pés ao último fio de cabelo”.
Pimenta disse que o partido de Haddad está lançando em São Paulo a “chapa de candidatos mais direitista que o PT já apresentou para as eleições”. Ele citou a candidatura de Márcio França (PSB) como vice de Haddad ao governo de São Paulo, bem como de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado. “Se você considerar tudo o que Haddad falou, é a volta do PSDB”, afirmou Pimenta.
“No primeiro governo, o FHC levou adiante um verdadeiro esmagamento dos sindicatos petroleiros. Tiveram a ousadia de fazer uma greve contra ele”, afirmou Pimenta em live transmitida pelo CausaOperariaTV, canal do partido no YouTube, no último sábado (25).
“O fato é que Bolsonaro não fez nada, não reagiu nada, não esmagou nenhuma greve, então quer dizer, a ideia de que o Bolsonaro é mais truculento que o falecido PSDB é falsa”, complementou, afirmando ainda que “o PSDB foi o organizador do golpe de estado contra a Dilma em 2016”.
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