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Quem foi absolvido pelo TRF4 no plano do PCC para sequestrar Sergio Moro?

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) reverteu parte das condenações contra investigados por um plano da facção criminosa PCC para sequestrar autoridades, incluindo o senador Sergio Moro. Em decisão tomada em julho de 2026, os desembargadores mantiveram punições por lavagem de dinheiro, mas absolveram réus do crime de organização criminosa por falta de provas de participação na estrutura.

Por qual motivo o tribunal absolveu alguns dos réus?

O tribunal entendeu que não havia provas de que duas rés fizessem parte da estrutura de planejamento dos atentados. Embora tenha ficado comprovado que elas participaram da ocultação de bens da facção — o que é considerado lavagem de dinheiro —, isso não as tornava membros da organização criminosa em si. Outro investigado foi absolvido da tentativa de sequestro porque, apesar de conhecer as atividades ilícitas, não ficou provado que ele aderiu ao plano específico contra as autoridades.

Como funcionava o plano do PCC contra Sergio Moro?

As investigações mostram que a quadrilha começou a se estruturar no início de 2022. O objetivo era sequestrar autoridades públicas, como Sergio Moro e o promotor Lincoln Gakiya, para usá-los como moeda de troca na negociação pela liberdade de líderes da facção presos em presídios federais. O grupo alugou imóveis em Curitiba e chegou a monitorar a rotina do senador, adquirindo até um veículo blindado para realizar a ação.

O que impediu a execução do crime nas eleições de 2022?

Os criminosos planejavam agir no segundo turno das eleições, aproveitando o momento em que Sergio Moro iria votar. No entanto, o plano foi abortado temporariamente porque a imobiliária responsável pelos imóveis alugados pelo grupo em Curitiba identificou irregularidades nos contratos de locação. Meses depois, o esquema foi totalmente descoberto após uma testemunha revelar os detalhes ao Ministério Público de São Paulo, o que deu origem à Operação Sequaz da Polícia Federal.

O que aconteceu com os líderes da célula que planejou os ataques?

Dois dos principais coordenadores do plano, Janeferson Aparecido Mariano Gomes e Reginaldo Oliveira de Sousa, foram assassinados dentro do sistema prisional em junho de 2024. As investigações indicam que eles foram executados por ordem do próprio PCC. A facção teria decidido matá-los sob a suspeita de que eles fracassaram na missão de sequestrar as autoridades, o que resultou na descoberta do esquema e na prisão de vários integrantes.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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