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Cubanos lideram pedidos de asilo no Brasil

Lixo em rua de Havana, capital de Cuba: cubanos deixam o país aos montes, e lideram pedidos de asilo no Brasil. (Foto: Ernestro Mastrancusa/EFE)

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Eu lembro muito bem do tempo em que a propaganda de esquerda no Brasil anunciava que o regime cubano era muito mais eficiente que o brasileiro, porque Cuba estava em situação muito melhor que o Brasil. Infelizmente e ironicamente, eu fui testemunha disso. Lembro que houve um tempo, antes de Fidel Castro, em que Cuba era a pérola do Caribe, com grande produção de açúcar e de charutos, mas principalmente como destino turístico que atraía gente do mundo inteiro, com cassinos elegantíssimos, orquestras fabulosas e grandes hotéis. Hoje está tudo em ruínas, parece um museu a céu aberto. Até os novos hotéis estão sentindo a atual situação.

Sob o regime de Fidel Castro, Cuba foi levando, com o dinheiro da União Soviética. Mas, quando a URSS acabou e a Rússia estava com outros problemas, o benfeitor se tornou o regime venezuelano, de Hugo Chávez e, depois, Nicolás Maduro, com petróleo de graça em troca de domínio político na Venezuela. Só que agora os bolivarianos não estão mais lá para ajudar. Nem mesmo o México, com presidente de esquerda, consegue fazer algo, porque Donald Trump disse que eles têm de escolher entre o comércio com os Estados Unidos ou com Cuba.

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Então, Cuba está nas últimas. Eu lembro do tempo em que brasileiros de esquerda iam lá para fazer a colheita de cana, ajudar a revolução. Hoje é o contrário: os cubanos estão fugindo, para o Brasil e para outros países melhores. A Flórida, por exemplo, está cheia de cubanos: o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é filho de cubanos. Eles vão para outros países, de preferência de língua espanhola, mas muitos escolhem o Brasil, tanto que eles lideram os pedidos de asilo por aqui. No primeiro semestre deste ano, de cada dez solicitações, seis eram de cubanos: 59,3%, ou 20.372 de um total de 34.346 pedidos. Em segundo lugar, muito atrás, vêm os venezuelanos; em terceiro, os da República Democrática do Congo. No ano passado inteiro, foram 41.919 pedidos só de cubanos, ou 55% do total.

Isso nos ajuda a ver o que aconteceu com a ditadura que o Brasil tentou ajudar naquele programa Mais Médicos, que não passava de venda de mão de obra escrava: os médicos ficavam com uma parte pequena do salário, o resto ia para o governo. E não foi só isso: o Brasil botou dinheiro no Porto de Mariel, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – reparem no nome: se é “nacional”, é para o Brasil. O dinheiro que deveria ter sido aplicado para o desenvolvimento social no Brasil foi parar em Cuba, no Porto de Mariel, que está sendo sancionado agora pelo governo americano.

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Imprudência mata quase 35 motociclistas todos os dias no Brasil

Imaginem só se eu dissesse que apenas hoje provavelmente morrerão 35 motociclistas ou motoqueiros no Brasil. Pois estamos chegando, sim, a essa média diária de mortes. O jornalismo diz que a causa é o aumento da frota, mas não. A frota está crescendo mesmo, chegando a quase 40 milhões, mas a verdadeira causa é a imprudência e a falta de conhecimento sobre como pilotar uma moto. Um veículo de duas rodas depende da força centrífuga dos pneus, que vai tender a mudar a rota; depende da inércia, se a moto para, se não para, se sai da trajetória ou não; e depende da gravidade, que é o equilíbrio. O motociclista precisa ter, no mínimo, a noção dessas leis físicas.

Mas não basta. Ele também não pode ter a imprudência de desrespeitar as regras de trânsito: passar pela direita, não ocupar o lugar de um carro, enfiar-se em qualquer lugar. Isso acaba gerando esse trágico número diário. A cada dia, quase 35 pessoas, iguais a todos nós, morrem no trânsito pilotando uma moto. Ela não tem a proteção que o carro oferece, não tem cinto de segurança, na moto o para-choque é a cabeça do condutor.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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