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TSE nega observação das eleições a entidade espanhola

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o credenciamento da organização Eurolat Global Democracy Forum, sediada na Espanha, para atuar como observadora nas eleições de 2026. O ofício foi obtido pelo portal Claudio Dantas e divulgado nesta sexta-feira (24).

Como justificativa, o documento afirma que é o próprio TSE quem convida os organismos internacionais e que, “como a composição dessas missões observa critérios institucionais e planejamento previamente definidos”, não é possível aceitar o pedido.

A entidade havia anunciado a iniciativa no dia 2 de julho em suas redes sociais. O objetivo, de acordo com o comunicado, seria buscar “eleições livres, transparentes e confiáveis”. O chefe da missão seria o diplomata Daniel del Valle Blanco, que teria ao seu lado o ex-vice-presidente das Ilhas Maldivas, Ahmed Adheeb. Para abordar os resultados, os porta-vozes seriam o ministro da Juventude de Honduras, Cristian Midence, e o vereador de Arlington (Texas) Maurício Galante, filiado ao Partido Republicano.

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Por meio de um vídeo, Galante afirmou que “as eleições brasileiras correm um sério risco de não serem reconhecidas pela comunidade internacional”, uma vez que “o TSE barra missões internacionais de transparência experientes”.

“Com o único sistema do mundo sem comprovante impresso pelo eleitor e o fantasma de empresas obscuras participando da evolução do sistema, o Brasil flerta com o mesmo isolamento diplomático que Nicolás Maduro sofreu em 2024. Se o governo fecha as portas para o escrutínio internacional, a desconfiança só aumenta. A pergunta é: quando a conta chegar, o mundo vai aceitar o resultado?”, completou.

Em seu site oficial, a Eurolat alega que as missões de observação eleitoral são apartidárias e técnicas, baseadas em “padrões internacionais reconhecidos, análises comparativas e respeito pelos contextos político, social e cultural de cada país, promovendo o diálogo democrático e o aprimoramento contínuo dos processos eleitorais.”

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