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Quem é a freira católica que corre o risco de ser deportada dos EUA?

A freira nigeriana e enfermeira Leticia Ugboaja, que vive nos Estados Unidos há 20 anos, enfrenta uma ordem de deportação para um terceiro país. Após ser detida pelo ICE no Texas em junho, ela passou por uma verificação oficial nesta terça-feira e aguarda novas decisões sobre seu futuro legal.

Qual é a situação legal atual da irmã Leticia Ugboaja?

Embora a Justiça americana tenha proibido sua deportação para a Nigéria, por entender que ela corre risco de tortura em seu país de origem, a freira ainda possui uma ordem final de remoção. Isso significa que o governo dos EUA não pode enviá-la para casa, mas mantém aberta a possibilidade de transferi-la para um terceiro país que aceite recebê-la.

Como ocorreu a detenção da freira pelos agentes de imigração?

A irmã Leticia foi detida por dois agentes do ICE, o órgão responsável pela fiscalização de fronteiras e imigração, no dia 28 de junho. O fato causou indignação na comunidade local porque ela foi abordada enquanto caminhava para a missa em uma igreja onde atua como ministra da Eucaristia.

O que aconteceu na verificação oficial realizada nesta semana?

Na última terça-feira, a freira compareceu ao escritório do ICE em Harlingen, no Texas. Ela foi liberada sob sua própria palavra e não precisará usar tornozeleira eletrônica no momento. Uma nova apresentação às autoridades ficou agendada apenas para janeiro de 2027, garantindo a ela mais alguns meses de liberdade monitorada.

Qual é o impacto emocional desse processo para a religiosa?

Amigos e líderes religiosos afirmam que a irmã Leticia, conhecida por ser alegre e dedicada ao serviço de enfermagem, está sofrendo com estresse e ansiedade. A irmã Norma Pimentel, que a acompanha, relatou que ela chegou a desabar em lágrimas após a detenção, sentindo muito medo da interrupção de sua vida de serviço à comunidade.

Como a comunidade local está reagindo ao caso?

Houve uma forte mobilização de apoio. Durante a verificação no ICE, grupos de fiéis se reuniram do lado de fora do prédio para rezar o rosário e demonstrar solidariedade. Além disso, figuras políticas como o deputado Henry Cuellar ajudaram na sua liberação inicial, enquanto líderes católicos pedem um processo migratório mais respeitoso com a vida humana.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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