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Alexandre de Moraes não deixa Débora do Batom em paz

Sequência de ocorrências de ausência de sinal de GPS colocaram prisão domiciliar de Débora em risco. Defesa diz que quantidade em curto espaço de tempo é indicativo de falha e pede substituição do equipamento. (Foto: Débora Rodrigues/Arquivo Pessoal / Joedson Alves/Agência Brasil)

Temos mais uma interferência do ministro Alexandre de Moraes no caso da Débora do Batom. Ele está dando prazo para o Serviço de Administração Penitenciária de São Paulo explicar por que a tornozeleira dela volta e meia sai do ar. O sinal não chega. A defesa de Débora já informou que é defeito do equipamento; ela não está foragida, está em casa porque tem de cuidar dos dois filhos. Como vocês sabem, Débora foi condenada a 14 anos de prisão pelo horrível crime de usar um batom na estátua da deusa Têmis, a deusa da justiça, de granito, para escrever uma frase pronunciada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em Nova York, na rua, para um circunstante que fez uma pergunta para ele. O batom não estragou nada no granito, mas deu 14 anos de prisão.

O interessante nisso tudo é que, como todos sabemos, Débora não tem foro privilegiado no Supremo. O caso dela poderia estar em um juizado de pequenas causas, em que ela fosse condenada, por exemplo, a limpar a estátua ou pagar uma multa de uma cesta básica. Moraes é ministro de corte constitucional, não de tribunal de pequenas causas, nem da primeira instância; no entanto, ele age como um juiz de execuções criminais. Estou dizendo tudo isso animado pela visão da Suprema Corte da Itália, berço do Direito Romano, que estranhou tudo isso – só no Brasil é que já nos acostumamos, apesar de o artigo 5.º da Constituição afirmar que não pode haver tribunal de exceção.

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Guerra na Ucrânia ressuscita abate aéreo com fuzil

Estamos vendo coisas na guerra da Ucrânia que nunca tínhamos visto em uma guerra convencional, ou então que considerávamos extintas há um bom tempo. Vi um militar ucraniano dentro de um Yak-52 – um avião a hélice, dos tempos soviéticos – caçando e abatendo drones, com o cockpit aberto e atirando com seu fuzil. Isso é coisa da Primeira Guerra Mundial (que chamavam de Grande Guerra, antes de vir a Segunda Guerra Mundial), em que os ases franceses, alemães e, depois, ingleses voavam em biplanos e atiravam uns nos outros com fuzis, até que desenvolvessem um sistema em que a metralhadora ficava atrás da hélice, mas não a acertava com os tiros; antes disso, também colocavam a metralhadora sobre a asa superior. E agora voltaram a usar esse expediente para abater drones, que são uma arma muitíssimo eficaz nas guerras modernas, principalmente porque não envolve pessoas.

Keiko Fujimori toma posse no Peru nesta terça

Nesta terça-feira Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, toma posse como presidente do Peru. Ela já anunciou que a sua política econômica será liberal, de mercado, com ênfase na iniciativa privada e no desenvolvimento. Com ela também ressurge o sistema bicameral, que tinha sido abolido: o Peru volta a ter Câmara e Senado. Há lugares em que o parlamento é unicameral; em Portugal, por exemplo, existe a Assembleia da República; o Senado parou de funcionar há 100 anos; se um dia for ressuscitado, o espaço será ocupado. Keiko Fujimori deve terminar uma obra do pai, que fez uma limpeza no Sendero Luminoso, naqueles grupos de extrema-esquerda revolucionários que queriam implantar o marxismo no Peru. Por isso ela ganhou a eleição. Javier Milei deve estar presente à posse.

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Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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