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Quando as baleias-francas chegam ao litoral de Santa Catarina em 2026?

O primeiro avistamento de baleias-francas de 2026 foi registrado ainda em maio e o primeiro filhote do ano apareceu em junho, na Praia de Itapirubá Norte, em Imbituba (SC). (Foto: Felipe Szterling/Prefeitura de Florianópolis)

A temporada das baleias-francas em Santa Catarina começou mais cedo em 2026. Os primeiros avistamentos ocorreram em maio e o primeiro filhote apareceu em junho na Praia de Itapirubá Norte, antecipando o ciclo tradicional que costuma ter seu auge em setembro no sul do estado.

Por que as baleias estão chegando antes do período comum?

Especialistas tratam essa antecipação como uma variação natural. Embora existam registros frequentes de chegadas precoces nos últimos anos, apenas o monitoramento de longo prazo poderá confirmar se essa mudança está ligada a transformações climáticas ou se é apenas um ajuste temporário no ciclo migratório dos animais, que passam o verão se alimentando na Antártica.

Qual é a importância da região sul de Santa Catarina para a espécie?

A faixa entre Garopaba, Imbituba e Laguna é a principal área reprodutiva da baleia-franca no Brasil. Suas enseadas de águas rasas, calmas e mornas são ideais para os filhotes recém-nascidos. Essas condições ajudam os pequenos a poupar energia, facilitam a amamentação e oferecem proteção contra as ondas fortes, permitindo que ganhem peso antes de voltarem para as águas geladas do sul.

Como é possível observar as baleias de forma segura?

Em Santa Catarina, a regra é a observação por terra. O turismo feito por barcos dentro da Área de Proteção Ambiental está proibido judicialmente para garantir o bem-estar dos animais. O ideal é procurar pontos elevados nos costões e mirantes naturais em dias de mar calmo. Essa proximidade com a areia é uma característica única da espécie, que prefere águas calmas e protegidas.

Quais são os principais riscos para a sobrevivência desses animais?

Mesmo com a população em recuperação, a baleia-franca ainda é considerada vulnerável. Por nadarem muito perto da costa e da superfície, elas enfrentam perigos como colisões com navios, emalhamento em redes de pesca e poluição sonora subaquática. Além disso, as fêmeas demoram anos para amadurecer e têm apenas um filhote a cada três ou quatro anos, o que torna o crescimento da espécie lento.

O que é a Rota da Baleia Franca e como ela ajuda a economia local?

É um projeto que integra o turismo de Garopaba, Imbituba e Laguna durante os meses de inverno, época em que o litoral costuma atrair menos visitantes. Cerca de 190 empresas, entre hotéis e restaurantes, participam da iniciativa. Estima-se que o ecossistema de observação de baleias movimente R$ 500 milhões por ano no Brasil, incentivando a preservação ambiental como fonte de renda.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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