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Como freiras católicas descobriram doenças ocultas em uma favela do Quênia?

Entre os dias 18 e 19 de julho de 2026, a Congregação das Irmãs de São José realizou um mutirão de saúde em Mombasa, no Quênia. A ação no assentamento de Bangladesh revelou centenas de casos de hipertensão e diabetes não diagnosticados entre moradores que vivem em situação de extrema pobreza.

Qual foi o principal objetivo do mutirão médico realizado pelas freiras?

O objetivo foi levar assistência médica gratuita para a favela de Bangladesh, onde o acesso à saúde é quase inexistente por falta de dinheiro e informação. Além de tratar doenças imediatas, as irmãs buscaram identificar condições silenciosas e crônicas, como a pressão alta e o diabetes, que frequentemente passam despercebidas pela falta de exames preventivos na comunidade.

Quais foram as principais doenças diagnosticadas durante a ação?

A equipe médica encontrou muitos casos de hipertensão e diabetes, inclusive em jovens de apenas 20 anos. Também foram identificadas diversas doenças de pele causadas pela falta de água potável e higiene precária, além de casos suspeitos de câncer que foram encaminhados para exames mais detalhados. Surpreendeu o número de pacientes que já sabiam das doenças, mas abandonaram o tratamento por não terem como pagar os remédios.

Como a falta de dinheiro impede o tratamento de saúde local?

Mesmo existindo um seguro de saúde do governo, ele exige o pagamento de uma pequena taxa de inscrição. Para quem vive em favelas, esse valor é um luxo inalcançável. Para resolver isso, as freiras se ofereceram para pagar as taxas de quem precisa de cirurgias urgentes, garantindo que o Estado assuma o custo das operações. É uma tentativa de restaurar a dignidade de quem escolhe entre comer ou se tratar.

Quais crenças culturais dificultam o atendimento médico na região?

Muitos moradores ainda acreditam que doenças como hipertensão e diabetes não atingem jovens ou pessoas pobres, sendo restritas aos mais velhos ou ricos. Há também quem atribua os sintomas à bruxaria em vez de causas biológicas. Para combater isso, o Hospital Missionário Madre Amadea criou grupos de apoio e educação para explicar o funcionamento do corpo e a importância de seguir o tratamento médico corretamente.

Quem participou da organização desse atendimento voluntário?

A iniciativa foi liderada pela Congregação das Irmãs de São José da Arquidiocese de Mombasa, por meio do Hospital Missionário Madre Amadea. O trabalho contou com o apoio da organização UCESCO África e uma equipe de voluntários internacionais vindos da Itália, Estados Unidos, África do Sul e Japão, unindo esforços para atender mais de 1.100 pessoas em apenas dois dias.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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