Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quinta-feira (23) que é “ótima” uma investigação sobre o filme “Dark Horse”. Para ele, a apuração sobre a produção mostrará que não houve ilícitos nos repasses.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, também nesta quinta, a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o financiamento para bancar os custos do filme, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
VEJA TAMBÉM:
“Uma investigação, agora, só vai provar que não houve nenhum ilícito, é uma coisa ótima. Estamos muito tranquilos que tudo venha à superfície, fique às claras, porque mostrará que não tem nada fora da lei e da normalidade”, declarou Marinho, por Whatsapp, à Gazeta do Povo.
A própria corporação já havia pedido para investigar e contou com parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele apontou a existência de “elementos suficientes” para a instaurar o procedimento investigatório.
A PF apurará repasses atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, que está preso, e a revelação de que Flávio Bolsonaro fez diversas cobranças referentes a parcelas de um investimento de R$ 134 milhões na produção. O parlamentar e seus aliados têm afirmado que a solicitação foi feita exclusivamente para custear o filme e que não houve qualquer irregularidade.
Mendonça determinou uma apuração específica sobre o repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro, a pedido do pré-candidato a presidente, e uma eventual destinação dos recursos para bancar a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Além disso, será averiguada a indicação de emendas parlamentares de aliados a entidades ligadas à produtora do filme.
Publicitário oferece nova frente
A Gazeta do Povo já havia antecipado que a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 9 contra o publicitário Thiago Miranda deveria trazer novos elementos à investigação do filme. Miranda teve papel central na relação de Vorcaro com Flávio por intermediar o patrocínio para a obra.
A captação para o filme teve atuação direta do senador. O envolvimento entre os dois em torno do filme foi revelada em maio pelo site The Intercept Brasil, que publicou mensagens e áudio em que o senador pedia ao banqueiro, em outubro e novembro de 2025, recursos para bancar a produção.


