O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca o cerco do STF ao senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o repasse de recursos para bancar o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido da própria corporação com parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou a existência de elementos suficientes para a instauração formal da investigação.
A apuração terá como foco repasses atribuídos ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez diversas cobranças ao empresário para pagar parcelas de um investimento de R$ 134 milhões na produção. Anteriormente, o parlamentar afirmou que a solicitação foi feita exclusivamente para custear o filme e que não houve qualquer irregularidade.
As primeiras informações apontam que Mendonça determinou a apuração referente ao repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro a pedido do senador, a eventual destinação de parte dos recursos para bancar a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, e a indicação de emendas parlamentares de aliados a entidades ligadas à produtora do filme.
Gilmar Mendes critica falas de Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas
A crítica do magistrado ocorreu por causa de uma fala de Flávio Bolsonaro na véspera em um encontro com embaixadores de 50 países em que citou uma suposta relação entre as urnas brasileiras e equipamentos da empresa venezuelana Smartmatic.
“Essas colocações do senador Flávio Bolsonaro são graves e absurdas. Nosso sistema eleitoral é totalmente confiável”, disse o ministro à GloboNews.
Lula caminha para recorde de gasto com cartão corporativo em governo de ostentação
O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para se tornar o mais caro da história da Presidência da República em despesas com cartões corporativos. O avanço ocorre em meio a episódios envolvendo gastos com viagens oficiais, hospedagens em hotéis de alto padrão, renovação do mobiliário do Palácio da Alvorada e outros itens associados ao cotidiano de luxo do presidente e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Levantamento com dados oficiais e auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta desembolso de R$ 55,4 milhões da Presidência em despesas com cartão corporativo no atual mandato.
Em valores do Portal da Transparência corrigidos pela inflação, o primeiro mandato de Lula (2003-2006) ainda lidera o ranking de gastos com cartões corporativos da Presidência, com R$ 70 milhões. Em seguida vêm Lula 2 (R$ 57 milhões), Dilma Rousseff 1 (R$ 50 milhões), Jair Bolsonaro (R$ 39 milhões), Michel Temer (R$ 18 milhões) e Dilma 2 (R$ 12 milhões).
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.


