O ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato do PL ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, comentou nesta terça-feira (21), em sua conta no X, a existência de uma suposta rede de perfis falsos em redes sociais para atacar a direita.
Ele recordou as acusações que lhe foram atribuídas, de chefiar uma suposta milícia digital do governo do pai, conhecida como “gabinete do ódio”, e voltou a negar esta “narrativa”.
VEJA TAMBÉM:
“Durante todos esses anos, fui acusado e apontado como responsável por uma suposta ‘milícia digital’ ou pelo chamado ‘gabinete do ódio’, que nunca existiram. NUNCA. (…) Tudo isso não passou de uma narrativa criada por adversários políticos do presidente @jairbolsonaro como forma de tentar descredibilizar a força orgânica demonstrada por suas redes sociais”, escreveu ele no X.
Perfis falsos da esquerda
Após a denúncia protocolada pelo PL na Justiça Eleitoral sobre o uso de perfis fantasmas, com contas temporárias e de baixa audiência orgânica para usar impulsionamento em mensagens contrárias a candidaturas de direita, como a do irmão Flávio, Carlos lembrou um mote da comunicação política:
“O velho lema da esquerda parece se repetir: ‘acuse-os do que você faz, chame-os do que você é’”, completou.
Carlos se refere à descoberta de que 51 páginas com características de “perfis fantasmas” teriam promovido, nos primeiros meses do ano, 4.607 anúncios impulsionados, que acumularam cerca de 250 milhões de visualizações. Oficialmente, o governo Lula
Famoso por ter acesso às redes sociais do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e pela criação de uma identidade digital, Carlos foi acusado pelo delator da suposta trama do golpe de Estado, Mauro Cid, de ser o responsável por um grupo que produzia conteúdo ideológico chamado “gabinete do ódio”. Ele sempre negou essas acusações.
A criação de uma rede de influenciadores de esquerda chamada “Porta-Vozes do Lula” provocou no segundo filho de Bolsonaro uma nova onda de cobranças por investigações sobre a articulação da esquerda pela conquista de “corações e mentes” nas redes sociais.
Domínio da direita
As redes sociais são um conhecido território de supremacia da direita. Estudo recente mostrou que Nikolas Ferreira (PL-MG) é, com folga, o político mais influente do Instagram, com Michelle Bolsonaro logo atrás.
Bem atrás, em quarto lugar, vem a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e apenas em 11º lugar vem o presidente Lula. Nomes de elite da esquerda, como Guilherme Boulos, admitem desvantagem e falam em “virar o jogo”.
“Acuse-os do que faz”
A frase “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é” muitas vezes é atribuída ao ministro da propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, ou ainda a Vladimir Lênin, mas não há registro histórico que fundamente o vínculo e este mote não tem uma autoria definida, segundo o site de checagem Snopes.
Sua vinculação teórica mais aproximada seria a projeção psicológica presente na teoria da psicanálise de Sigmund Freud aplicada à propaganda política.


