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Governo Trump destaca elogios de entidades representativas ao tarifaço, afirmando que Brasil recusou acordo

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão do governo Donald Trump, publicou neste domingo (19) no seu site uma série de depoimentos elogiando a decisão de Washington de impor uma nova tarifa de 25% sobre as importações americanas de produtos brasileiros, da qual cerca de 2,1 mil produtos ficarão isentos.

Além de destacar opiniões dos secretários de Estado, Marco Rubio, e da Agricultura, Brooke Rollins, defendendo a taxa que entra em vigor na quarta-feira (22), o USTR publicou depoimentos de diretores de entidades representativas dos Estados Unidos.

O presidente e CEO da Associação de Combustíveis Renováveis, Geoff Cooper, afirmou que “ao longo dos últimos anos, o Brasil tem se empenhado em barrar o etanol dos EUA — que tem custo mais baixo — por meio de um complexo sistema de tarifas e barreiras de mercado”.

Cooper acusou o Brasil de ter se recusado a fazer um acordo sobre a questão. “Após o Brasil rejeitar inúmeras tentativas dos EUA de negociar o retorno a um comércio de etanol livre e justo entre as duas nações, não restou aos nossos líderes outra alternativa senão estabelecer um tratamento recíproco”, disse.

Melissa Hockstad, presidente e CEO da Associação de Marcas de Consumo, elogiou as isenções do novo tarifaço, que “levam em conta as limitações de abastecimento interno e a indisponibilidade de certos recursos naturais — incluindo produtos à base de café, determinados produtos de madeira e vegetais, e outros ingredientes essenciais”.

Jed Bower, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho, disse que a entidade vê “com satisfação que o governo Trump cumpriu o seu dever ao investigar a conduta do Brasil e agiu em defesa dos produtores de milho do país, aplicando tarifas para corrigir essa disparidade comercial injusta”.

A Growth Energy, a maior associação do setor de biocombustíveis dos EUA, se manifestou por meio de um depoimento da sua CEO, Emily Skor.

“Há quase uma década, o Brasil bloqueia injustamente as importações de etanol dos EUA, enquanto seus próprios produtores desfrutam de acesso total e irrestrito aos mercados americanos. Esse desequilíbrio causou enormes prejuízos aos agricultores e produtores de etanol dos EUA, e a decisão [de aplicar o tarifaço] representa um passo importante para reparar esses danos”, declarou Skor.

Além da tarifa de 25% imposta sob a justificativa de que o Brasil adota práticas comerciais “injustas”, o USTR sugeriu aplicar outra sobretaxa de 12,5% ao país e outras 59 nações, alegando falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e escravo. Uma decisão final sobre o assunto ainda não foi anunciada.

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