A secretária de agricultura do governo Donald Trump, Brooke Rollins, defendeu nesta sexta-feira (17) a postura de Washington de impor tarifas de 25% ao Brasil.
Brooke argumentou em sua conta no X que o setor agrícola dos EUA tem sido afetado negativamente por práticas brasileiras nos últimos anos e citou em especial o etanol, classificando as políticas brasileiras como “desleais”.
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“Por anos, o Brasil colocou os agricultores e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal”, declarou.
Ela agradeceu ao governo dos EUA por “tomar providências para responsabilizar o Brasil e lutar pelos agricultores da América”.
Foco em biocombustíveis
O ponto central da manifestação de Rollins é a atual alíquota de importação imposta pelo Brasil ao biocombustível dos EUA. De acordo com dados apresentados por ela, a política fiscal brasileira alterou significativamente o fluxo de comércio entre os dois países.
“A tarifa de 18% do Brasil sobre o etanol americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o Brasil em mais de 87% desde 2018. Esses dias estão chegando ao fim”, escreveu Brooke, destacando o crescimento do setor nos EUA e a busca pela abertura de mercados.
Outro lado
Do lado brasileiro, representantes do setor sucroenergético e do governo defendem que a tarifa de 18% sobre o etanol hidratado importado visava garantir a previsibilidade do mercado interno e equilibrar a competição, sob o argumento de que a produção norte-americana de etanol de milho conta com subsídios governamentais.
Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Agricultura do Brasil não fizeram nenhum comentário sobre as declarações, mas o chanceler Mauro Vieira chamou declarações do Secretário de Estado Marco Rubio, que culpou Lula pelas taxas, de “grosseira e arrogante”.


