O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou nesta quarta-feira (15) o apoio do partido ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master.
Durante o lançamento do programa petista Comitês Populares de Luta, realizado em Salvador (BA), o dirigente do partido saiu em defesa do senador baiano.
“Quem aqui já achou que foi injustiçado? Mas o tempo é o senhor da razão. Quem vai mostrar o que é justiça ou injustiça é a interpretação de Deus. Quero dizer que tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para nós do Brasil e esse homem tem nome que é Jaques Wagner”, declarou Edinho Silva.
Ao anunciar a presença do ex-líder do governo no Senado, Edinho Silva recebeu um abraço de Jaques Wagner. Na sequência, o presidente nacional do PT afirmou: “Jaques inspira muitas companheiras e companheiros no Brasil inteiro porque ele tem história e a história dele é de dignidade”.
A manifestação representou uma nova demonstração pública de apoio de integrantes do partido ao senador desde que Jaques Wagner passou a ser alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. Na ocasião, Edinho afirmou que o petista era “depositário” da confiança da sigla e disse acreditar que ele provaria a própria inocência.
Investigação aponta Jaques Wagner como “interlocutor relevante” do Banco Master
A Polícia Federal investiga se Jaques Wagner atuou no Congresso em pautas de interesse do Banco Master. Segundo a corporação, mensagens extraídas do celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicam que o senador teria sido um “interlocutor relevante” do grupo em assuntos como crédito consignado, venda do banco ao BRB e propostas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os investigadores também apuram suspeitas sobre benefícios que teriam sido concedidos ao senador, entre eles viagens em aeronaves, ingressos para shows e um apartamento em Salvador.
Jaques Wagner nega irregularidades, afirma que manteve apenas relações institucionais com os envolvidos e sustenta que não foi denunciado nem se tornou réu no caso.
O desgaste levou o senador a deixar a liderança do governo no Senado em 24 de junho, em decisão tomada em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Jaques Wagner afirmou que se dedicaria a provar a própria inocência e às campanhas de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e à sua tentativa de reeleição ao Senado.
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