Suposta imagem de Flávio com capanga de Vorcaro. (Foto: Reprodução / X @SpaceLIberdade)
Nesta quarta-feira tivemos duas bombas; a maior delas foi produzida pela defesa de Jair Messias Bolsonaro, mas falaremos dela mais tarde. A primeira é a foto em que aparecem Flávio Bolsonaro e o “Sicário”. Muita gente deve estar conferindo para ver se é ou não inteligência artificial; já passaram um detetor, e não encontraram indícios. A foto foi conseguida e divulgada por um site de esquerda, o ICL Notícias, mas é uma bomba. Flávio diz que não o conhecia, e que tira foto com todo mundo. O senador está sem camisa, pelo jeito em ambiente de praia, e os dois estão fazendo sinais com as mãos.
Explicações da defesa de Jair Bolsonaro acabam complicando Flávio
Muito mais grave é a manifestação entregue ao ministro Alexandre de Moraes pela defesa de Bolsonaro, que tinha sido instada pelo ministro a apresentar, em 48 horas, uma explicação sobre a desobediência à ordem de não se manifestar por redes sociais, diretamente ou através de terceiros, como uma das condições para manter a prisão domiciliar por causa de doença. Houve muitas comparações com Lula, mas ele não estava em prisão domiciliar e nem tinha essas cautelares; ele escreveu cartas que foram lidas na frente da Polícia Federal, mas era um caso diferente.
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Flávio tem visitado o pai na condição de advogado de defesa, e imagino que ele acompanhe o que faz a defesa do pai e endosse o que está sendo enviado como explicação, já que faz parte da defesa. Pois a defesa disse o seguinte: “A defesa esclarece que o peticionário [ou seja, Jair Messias Bolsonaro] jamais soube que a carta seria publicizada. Tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Ou seja, Bolsonaro escreveu uma mensagem cujo título é “Carta aos brasileiros”, mas, segundo a defesa, não era para sair em rede social, era só para entregar ao filho. Deveria ter escrito “Carta a meu filho pré-candidato”, então. Claro que a carta não seria postada no correio para todos os brasileiros, mas a defesa (da qual Flávio faz parte) está afirmando que não houve “orientação, ajuste ou combinação” acerca da leitura da carta nas redes sociais.
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Isso é quase incompreensível, paradoxal. Flávio foi punido com a proibição de visitar o pai – que não foi punido e não perdeu a prisão domiciliar – por 90 dias, e a defesa praticamente afirma que Flávio fez o que não era para ter feito. E quem diz isso é a defesa de Bolsonaro, nem é Alexandre de Moraes; defesa essa da qual Flávio faz parte. Vocês conseguiram entender esse nonsense?
Chanceler foge de convocação para explicar o tal “risco de invasão” dos Estados Unidos
O chanceler Mauro Vieira foi convocado para ir à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara e não foi. Ele foi convocado, não convidado; os ministros são obrigados a atender à convocação sob pena de crime de responsabilidade. Ele não foi lá explicar por que o Itamaraty (ou ele, pessoalmente), em resposta a um deputado, disse que a classificação de nossos bandidos – o PCC, que já é uma multinacional, e o Comando Vermelho – como terroristas abriria a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. Queriam que Vieira explicasse de onde tirou isso, mas ele não foi. Um assessor do Itamaraty que trata de assuntos parlamentares explicou que ele estará à disposição de 11 a 14 de agosto, mas agora é tarde: os deputados já tomaram a iniciativa de fazer uma queixa-crime para a Procuradoria-Geral da República por crime de responsabilidade.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos
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