Uma reportagem publicada nesta segunda-feira (13) pelo The New York Times informou que Israel tentou recrutar o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (2005-2013) para colocá-lo como líder do país persa e pacificar a região, mas tais planos teriam falhado.
De acordo com a reportagem, essa tentativa de recrutamento teria ocorrido depois que Ahmadinejad, que durante seu mandato foi um feroz crítico de Israel, se desentendeu com o então líder supremo Ali Khamenei e passou a ser proibido de concorrer em eleições no país.
Citando fontes do governo americano, o NYT informou que Israel manteve contato com o ex-presidente do Irã durante uma viagem em 2023 para uma conferência ambiental na Guatemala.
Depois, em 2024, a Hungria teria convidado Ahmadinejad para uma conferência sobre mudanças climáticas em Budapeste para possibilitar um encontro dele com David Barnea, então diretor do Mossad, o serviço de inteligência de Israel.
Posteriormente, Ahmadinejad teria se reunido com agentes israelenses em Budapeste em junho de 2025; Israel teria custeado a hospedagem e as despesas de viagem do ex-presidente iraniano, de acordo com a reportagem.
O momento mais dramático nessa tentativa de recrutamento teria ocorrido em 28 de fevereiro, primeiro dia da atual guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, quando Ahmadinejad teria sido libertado da prisão domiciliar em uma operação de Israel e levado para um esconderijo.
Porém, de acordo com o NYT, ele acabou deixando o local após se desiludir com o plano de Israel de colocá-lo no poder.
Especula-se que Ahmadinejad permanece em prisão domiciliar devido aos supostos vínculos com Israel. Durante o funeral de Khamenei, realizado este mês, ele foi visto brevemente cercado por seguranças em Teerã.
Nesta terça-feira (14), a assessoria de Ahmadinejad divulgou um comunicado para rejeitar o teor da reportagem, descrevendo-a como “alegações totalmente falsas”.
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