A promotora ficou pistola! (Foto: Reprodução)
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Vi e revi o vídeo em que a promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues se dizia profundamente ofendida ao ouvir uma simples menção a Deus num evento qualquer. “É inconstitucional”, afirmou ela, sem ter a menor ideia do que estava falando. Como se Estado laico fosse o mesmo que Estado ateu. Aff. Uma promotora! Na hora, fiquei com raiva. Ainda mais pela arrogância da mulher. Depois, pensei melhor. “Por que a menção a Deus a incomoda tanto?”, me perguntei. Para responder a essa pergunta, porém, tive de viajar até uns confins escuros e frios da minha memória.
Não foi uma viagem agradável, confesso. É que também tive minha fase ateia. Que era ateia mesmo, de revolta contra Deus. Mas que eu dizia ser agnóstica, simplesmente porque o termo soava mais inteligente. Foi um tempo de zombar da crença que hoje compartilho, mas que naquele tempo me era alheia e até hostil. Tempo de desdenhar, quando não de ofender o Criador. E só de me lembrar disso tudo sinto uma pena profunda de quem fui. E, por extensão, da Elayne. Afinal, se a menção a Deus a incomoda, talvez seja porque a promotora, no íntimo, teme a possibilidade de Ele existir. Em todo o Seu poder e sobretudo misericórdia.
Questão Tostines
A promotora que não está sozinha nessa cruzada. Nessa militância contra Deus. Pelo contrário! Dá para dizer que a maré está propícia para essa gente que se acha superior porque não acredita em Deus e que não acredita em Deus porque se acha superior. (Questão Tostines) (Já fui assim). Essa gente que reduz a fé a uma superstição cafona e que não entende como alguém é capaz de agir de acordo com valores cristãos básicos nem como alguém é capaz de almejar a santidade. Essa gente que, se um dia parar um segundinho para pensar na Eternidade… Uau. Não gosto nem de imaginar o que pode acontecer a elas.
Ou melhor, gosto, sim. Imagino que, ao se deparar com o que há para além da finitude, mesmo uma pessoa como a Elayne seja capaz de se arrepender. Como, aliás, ainda me arrependo. De tantas coisas… Imagino que mesmo a Elayne possa, um dia, entender que esse seu ateísmo (e militante, ainda por cima!) a reduz a uma coisa. A um amontoado de células e reações físico-químicas. E reduz a experiência humana a uma sequência de acasos sem sentido. E, porque sou livre para imaginar, imagino Elayne um dia de joelhos. Agradecendo. A Deus. Por tudo.
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