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Os pontos frágeis da operação de Moraes na casa de Bolsonaro

No programa Última Análise desta quarta-feira (08), os convidados analisaram a operação da Polícia Federal (PF) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão.

“Antes de tudo, é preciso lembrar que se trata de um ex-presidente com comorbidades físicas e com uma prisão domiciliar humanitária decretada. Era preciso muito mais cuidado, pois os riscos de Bolsonaro são altos”, avalia a advogada Fabiana Barroso.

De acordo com informações do advogado João Henrique de Freitas, que assessora Bolsonaro, e confirmadas pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação, o mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro.

Para o escritor Francisco Escorsim, os interesses de Moraes fogem à justificativa oficial. Segundo ele, “o que interessa a Moraes são duas coisas: desejo de demonstração de poder e, em segundo, o gosto do juiz pela vingança”.

As alegações da defesa

A defesa de Bolsonaro sustentou que há inconsistências na contagem do arsenal por Moraes, apontando que o ex-presidente possui, na realidade, dez armas, e não onze, porque uma das pistolas Glock já havia sido apreendida anteriormente pela Polícia Civil do Distrito Federal. Assim, Moraes, ignorou a alegação e decidiu agir por meio de força policial.

“É uma violência institucional feita por agentes do Estado. Bolsonaro e várias outras vítimas estão esperando uma lei de dosimetria, que já passou pelo Congreso Nacional e está suspensa por causa do Moraes. Ou seja, um único homem está agindo”, diz Barroso.

A arma do ex-presidente

A defesa esclareceu, ainda, que a arma do tipo “Glock” já estava apreendida pela Polícia Civil e que uma espingarda se encontrava em uma empresa importadora de materiais bélicos em Caxias do Sul (RS). Posteriormente, A PF apreendeu a espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Rio Grande do Sul. A arma estava na casa do dono de uma loja importadora de armas, que seria o doador do objeto, em Cachoeirinha, na Grande Porto Alegre

“A defesa já tinha informado o paradeiro de todas as armas. Já se sabia que nada seria encontrado. Foi simplesmente uma ação de intimidação”, disse o colunista da Gazeta do Povo Luís Ernesto Lacombe.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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