Lula: praticamente um lorde. (Foto: Reprodução)
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Vou escrever sobre Lula, que mostrou o dedo do meio (.i.), falou palavrão e se fingiu de pobre. Mentiu, mentiu, mentiu. Aquele roteiro de sempre e que a gente conhece há meio século. Uau. O tempo passa… E aí com alguma sorte você vai se indignar. Se revoltar. Vai ter nojo do Brasil e do brasileiro ao seu lado. Vai levar as mãos à cabeça e se perguntar como pode. Como é possível que alguém ainda admire ou mesmo tolere um sujeito desse como líder da nação?! E nada muda!!!!
Indignação estéril. Revolta impotente. Você não está sozinho. A mim também esta realidade me desagrada. Mas é com ela que tenho, ou melhor, temos de lidar. Esse é o agora – o barro com o qual nos cabe esculpir o futuro. E não adianta ir para as redes sociais e xingar o cacha— o presidente. Não adianta devolver o insulto, por mais que dê vontade. .i. com .i. não se paga. Por isso venho insistindo nessa ideia que alguns dizem ser idiota e outros dizem ser apenas ingênua. De uma ingenuidade idiota, isso sim.
Taí
Me refiro à teoria… Não, não é uma teoria. É um princípio. Um mapa que me norteia, ainda que às vezes eu possa me perder no campo minado que é o caminho do debate público. Ainda que eu me embriague da azia que o Lula me dá. Dois pontos: o princípio de que temos de ser melhores do que os que mostram o dedo do meio. Temos que ser melhores do que os que mentem. Do que os que se fazem de pobre. Temos que ser melhores do que os que idolatram. Não iguais nem piores ou mais safos. Melhores.
Taí. Escrevi sobre o .i. do Lula. O gesto que sugere uma violência sexual contra o adversário. O .i. que desumaniza e que, do outro lado, revela alguém que abdicou daquilo que o torna humano. Você está indignado? Se não, o que essa indiferença diz de você? Se sim, o que essa revolta diz de você? Porque para mim o .i. do Lula é poesia pura, cantando apenas que preciso melhorar e melhorar. (E melhorar). Para que um dia, quem sabe, o .i. presidencial não se repita nem se perca em meio a tantas manchetes escandalosas. E seja visto pelo que de fato é: símbolo da falência moral de todo um país e um tempo. O nosso.
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