Os EUA revogaram nesta terça-feira (7) a autorização para certas transações relacionadas à venda de petróleo iraniano, após uma série de ataques a embarcações no Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas.
“O Irã só se beneficiará se demonstrar bom comportamento”, disse um funcionário à CNBC, justificando a decisão de revogar as vendas de petróleo iraniano como consequência dos recentes bombardeios a navios comerciais na via marítima.
As isenções haviam sido concedidas em 21 de junho como parte de uma autorização temporária que permitia certas transações envolvendo petróleo bruto, produtos petroquímicos e derivados de origem iraniana, apesar do regime de sanções dos EUA.
Nesse sentido, o Departamento do Tesouro anunciou a revogação da Licença Geral X relacionada a Teerã e sua substituição pela Licença Geral X1, que regulamenta o encerramento ordenado das operações previamente autorizadas para a produção, entrega e venda de petróleo bruto, produtos petroquímicos e derivados de origem iraniana.
A Licença Geral X havia estabelecido uma autorização temporária, dentro do regime de sanções dos EUA, para certas transações envolvendo petróleo iraniano. A nova versão mantém o processo de transição após a revogação da autorização, embora o Departamento do Tesouro não tenha detalhado as mudanças específicas introduzidas no novo documento.
O cancelamento da autorização, que estava em vigor desde a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerã em 17 de junho, aumentaria as tensões entre as duas nações mais uma vez.
Nas últimas semanas, as tensões entre o Irã e os EUA cresceram, com ataques iranianos a vários navios e ataques aéreos americanos contra alvos militares na costa sul do país persa, em uma disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
O Irã havia alertado na última terça-feira que as negociações para um acordo final com os EUA não começariam enquanto o presidente americano, Donald Trump, continuasse a ameaçar o regime dos aiatolás.
A posição de Teerã surge após o líder republicano declarar que, se não conseguir chegar a um acordo com o Irã, “terminará o trabalho” atacando a infraestrutura e as usinas de energia iranianas.
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