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Ratinho Junior corre para viabilizar candidato no Paraná

O PSD marcou para o próximo dia 25, em Curitiba, a convenção partidária para oficializar a candidatura de Sandro Alex (PSD) na eleição ao governo do Paraná. A data e o local estão confirmados, mas os arranjos que viabilizarão — ou não — a escolha de Ratinho Junior (PSD) para a sucessão dele dentro de seu grupo político passam longe de uma definição. E o tempo está correndo.

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Somente o Republicanos embarcou de fato no projeto do governador em uma costura que colocou o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, como pré-candidato a senador na chapa — a outra pré-candidata é Cristina Graeml, que trocou o União Brasil pelo PSD.

A lista de apoios para por aí, apesar de reiteradas tentativas do governador em atrair partidos que fazem parte de sua atual base no estado, como MDB, Podemos e PP. As conversas, porém, têm sido pouco produtivas, segundo pessoas ouvidas pela Gazeta do Povo.

O principal empecilho — e o mais difícil de ser contornado nesse momento — é o próprio pré-candidato. O nome de Sandro Alex nunca foi consenso, até mesmo dentro do PSD. Assim como aconteceu com Guto Silva (PSD), que vinha sendo testado desde o ano passado, o ex-secretário de Infraestrutura de Ratinho Junior não convenceu. Não pelo nome em si, mas pelo potencial eleitoral dele.

A leitura é de que não vale a pena se aliar a um projeto que hoje não demonstra ter envergadura para vencer nas urnas ou até mesmo avançar para o segundo turno contra Sergio Moro (PL) no pleito de outubro.

Sondagem eleitoral do IRG Pesquisas divulgada em 15 de junho mostra que Sandro Alex tem 14,4% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Moro lidera com 38,2% e é seguido por Requião Filho (PDT). Rafael Greca (MDB) soma outros 11,7%.

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Ratinho Junior oferece posição de vice para MDB e PP

Se a pré-candidatura de Sandro Alex é inegociável para Ratinho Junior, a posição de vice na chapa está totalmente aberta. Mas não é todo mundo que quer pegar a vaga. Até porque há a avaliação de que outros nomes poderiam ser mais fortes para encabeçar a chapa.

Ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca tem insistido em uma candidatura própria. Ele deixou o PSD e foi para o MDB exatamente para conseguir espaço que não tinha quando Guto Silva ainda era o favorito de Ratinho Junior para disputar a sucessão estadual.

E, até agora, Greca não deu sinais de que vai recuar. Ele reiterou em entrevistas recentes que não será vice de ninguém na disputa ao Palácio Iguaçu, a sede do governo do Paraná.

O MDB, inclusive, publicou uma nota assinada pelos presidentes nacional e estadual, Baleia Rossi e Sérgio Souza, respectivamente, na qual diz que o partido “mantém o compromisso de fortalecimento e crescimento do partido em favor da pré-candidatura de Rafael Greca ao governo do Paraná, de Alvaro Dias ao Senado.”

No PP também não há clareza sobre qual rumo tomar na eleição deste ano. Quando o partido, dentro da Federação União Progressista decidiu rechaçar a pré-candidatura de Sergio Moro quando ele ainda estava no União Brasil, esperava-se um alinhamento natural com o PSD, o que não se confirmou.

O deputado federal e um dos principais articuladores políticos do estado Ricardo Barros avaliou que a demora de Ratinho Junior em construir um pré-candidato ainda impacta nos movimentos partidários. “Isso dificulta as alianças, a decisão dos partidos. Então o Ratinho [Junior] está tendo muito trabalho para poder tentar compor uma aliança em torno do candidato que ele escolheu”, falou em entrevista à Gazeta do Povo.

Sandro Alex e Ratinho Junior têm bastante trânsito no interior, principalmente entre prefeitos, e vêm apostando nesse segmento para fazer com que a candidatura pare de pé. Na opinião de Barros, só o interior não basta.

É preciso pensar em Curitiba, exatamente onde Moro e Greca têm um eleitorado mais consolidado. “A equação Sandro Alex apresenta dificuldades em Curitiba, a não ser que surjam fatos novos. Não é impossível, mas não é nossa missão, pois não fomos chamados a participar da decisão. Por isso, temos interesse em avaliar se nos interessa ou não”, completou Barros na análise do quadro eleitoral que está colocado até o momento.

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Sandro Alex diz que foi subestimado por políticos aliados

Sandro Alex está no quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, mas nos últimos dois passou mais tempo no cargo de secretário estadual do que no de deputado. A responsabilidade dele na posição era viabilizar obras, como a ponte de Guaratuba, o maior símbolo físico do governo Ratinho Junior no Paraná.

A pré-candidatura dele está apoiada nisso, na tentativa de mostrar aos eleitores paranaenses quem esteve na pasta de Infraestrutura nos últimos anos e quem responde pelas obras inauguradas no estado desde 2019. O próprio Sandro Alex, porém, reconhece que a pré-candidatura foi “uma surpresa para todos” e que o legado das obras não é suficiente, nesse momento, para chegar com força nas urnas.

“Eu fui indicado há poucas semanas e tenho corrido contra o tempo para ter a oportunidade de me apresentar a todos que ainda não me conhecem”, falou em entrevista ao programa Café com a Gazeta. Amparado por Ratinho Junior, ele demonstra otimismo na tarefa de tentar suceder o governador, apesar da resistência entre partidos da base do governo.

“Inicialmente, muitos políticos me subestimaram. Sou um improvável para muitos deles. Mas eu não comecei ontem e tenho uma história de trabalho”, disparou.

Metodologia da pesquisa citada

  • IRG Pesquisas Paraná 15/6/2026: 1.000 entrevistados pelo IRG Pesquisas entre os dias 10 e 13 de junho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3,1 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-07149/2026.

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