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Esquerda: o pior que pode acontecer com um país

O pensamento de esquerda é inferior porque é fundamentado em erros. Os primeiros socialistas, chamados de “utópicos”, até tinham boas intenções, mas nada entendiam dos princípios do comportamento humano. (Foto: Imagem criada utilizando Open AI/Gazeta do Povo)

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A diferença mais fundamental entre direita e esquerda é que o pensamento da esquerda é construído em cima de uma sucessão de equívocos econômicos, políticos e morais.

No centro da ideologia esquerdista existem duas crenças. A primeira é que a propriedade privada é um roubo e tudo deveria ser propriedade coletiva ou estatal. A segunda ideia é que o Estado deve se meter em tudo. Ninguém pode fazer nada se não tiver a permissão do Estado.

Nenhuma forma de socialismo abre mão dessas duas ideias – exceto quando os socialistas precisam, por algum motivo, camuflar suas intenções. Por exemplo, em época de eleições.

A primeira crença explica a obsessão com impostos, os invasores de terra, a leniência com criminosos e o ódio à classe média e ao agronegócio – uma atividade baseada na propriedade de terras. A segunda crença explica por que o Estado socialista é sempre tirânico.

A direita não oferece unanimidade doutrinária nem propõe conformismo a um único modelo político ou econômico. A essência da proposta da direita – como ela é entendida hoje – é a liberdade e a proteção dos direitos

O pensamento de direita – o pensamento conservador, liberal e libertário – é o único caminho para que o ser humano possa ser livre e prosperar. Isso não tem a ver com os nomes “direita” e “esquerda” em si. Esses termos se originaram em um mero acidente histórico, durante a Revolução Francesa.

O pensamento de esquerda é inferior porque é fundamentado em erros. Os primeiros socialistas, chamados de “utópicos”, até tinham boas intenções, mas nada entendiam dos princípios do comportamento humano. Eles foram sucedidos por dois alemães que criaram uma teoria delirante, que divide o mundo em “classes” e imagina um paraíso na Terra ao qual só chegaremos através de uma revolução sangrenta. A teoria é repleta de erros básicos de lógica e desconhecimento de economia.

O nome dessa teoria é “socialismo científico” (embora ela não faça nenhum uso da ciência). O apelido dela é marxismo.

Do outro lado – no lado da direita – estão algumas das maiores mentes da história como John Locke, Adam Smith, Edmund Burke, Thomas Jefferson, Friedrich Hayek, Milton Friedman e Ludwig von Mises.

A direita não oferece unanimidade doutrinária nem propõe conformismo a um único modelo político ou econômico. A essência da proposta da direita – como ela é entendida hoje – é a liberdade e a proteção dos direitos. Os pensadores de direita não buscaram criar um modelo utópico ao qual a humanidade deve ser conduzida a ferro e fogo. Ao contrário; eles usaram observação e lógica para descobrir e entender as leis que regem a ação humana e, a partir daí, apresentar conclusões sobre as práticas que tendem a produzir riqueza e satisfação e aquelas que levam à pobreza e ao sofrimento.

Pode-se dizer que no centro das filosofias políticas de direita há também duas ideias essenciais. A primeira é que um mercado livre, onde as pessoas fazem trocas de forma voluntária, é essencial para o progresso e a prosperidade.

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A segunda ideia é a necessidade de limitar o poder do Estado. A missão do Estado é proteger os direitos individuais e fornecer segurança e estabilidade ao funcionamento dos mercados – e mais nada. As funções estatais podem ser contadas nos dedos de uma mão: segurança pública, justiça, defesa nacional, saúde básica e educação básica.

Todo o resto deve ficar a cargo da iniciativa privada.

Essa não é uma proposta teórica, mas a receita que foi aplicada – ainda que sempre de forma imperfeita – na construção da prosperidade que o Ocidente conhece hoje. É importante comparar isso com as tragédias que sempre foram os governos socialistas.

A verdade é que governos de direita são bons até para a esquerda. Depois que um governo de direita arruma um país, os governos de esquerda (que sempre vêm em algum momento) têm dinheiro para gastar com seus programas assistencialistas e populistas.

Acima de tudo, o socialismo é a filosofia do ressentimento, da inveja e da busca incessante pelo poder a todo custo. Como já disse o ideólogo socialista americano Saul Alinsky, a única coisa imoral é não usar todos os meios para chegar ao poder. Por isso, como disse Ludwig von Mises, a pior coisa que pode acontecer com um socialista é ter seu país governado por socialistas que não sejam seus amigos.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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