As rotas devem ter ao menos dois voos semanais, com aeronaves de pequeno porte, entre 9 e 19 assentos. (Foto: Magnific)
O governo de Santa Catarina abriu licitação para contratar a empresa aérea que operará o programa Voa + SC. Com investimento de R$ 22,5 milhões, a iniciativa busca conectar Florianópolis a nove cidades do interior a partir do fim de 2026, facilitando o transporte de passageiros e cargas.
Como funcionará o subsídio oferecido pelo governo estadual?
O governo catarinense vai pagar um valor por hora de voo para a empresa vencedora da licitação, garantindo que as passagens tenham preços acessíveis. Sem esse apoio financeiro público, os voos seriam dependentes apenas da venda de passagens, o que tornaria os custos inviáveis para os passageiros. O investimento previsto é de R$ 22,5 milhões apenas no primeiro ano de contrato, com foco em estimular a criação das rotas e reduzir a dependência do subsídio gradualmente.
Quais cidades serão beneficiadas nesta primeira fase do programa?
O edital definiu Florianópolis como o centro das operações para conectar nove cidades no interior: São Miguel do Oeste, Joaçaba, Caçador, Blumenau, Correia Pinto, Lages, Jaguaruna, Forquilhinha (atendendo a região de Criciúma) e Joinville. A escolha priorizou localidades que atualmente não possuem voos regulares para a capital, mas que já possuem aeroportos com infraestrutura adequada para receber as aeronaves após investimentos recentes em pistas e sinalização.
Que tipo de aeronave será utilizada e qual a frequência das viagens?
As rotas serão operadas por aviões de pequeno porte, com capacidade entre 9 e 19 passageiros. O edital estabelece que cada cidade deve ter, no mínimo, dois voos semanais. No entanto, essas frequências podem ser ajustadas de acordo com a procura. O governo utilizará a taxa de ocupação dos assentos como principal métrica para decidir se deve reforçar os horários em rotas específicas ou redesenhar as ligações existentes.
Qual é a expectativa para o início das operações e os preços das passagens?
Se o processo de licitação ocorrer sem contestações judiciais, a previsão é que os primeiros voos decolem entre novembro e dezembro de 2026. Quanto aos valores, o edital fixa tetos tarifários para cada trecho. Em viagens mais longas, como de São Miguel do Oeste para Florianópolis, a tarifa máxima pode chegar a quase R$ 800. Já em trajetos mais curtos, como para Blumenau ou Jaguaruna, os valores serão menores.
Quais são os principais benefícios esperados pela economia catarinense?
Além de encurtar distâncias — transformando viagens de sete horas de carro em voos de menos de duas horas —, o programa visa fortalecer o turismo e atrair novos negócios. O setor empresarial vê o projeto como uma solução para os gargalos nas rodovias federais. No turismo, as rotas devem facilitar o acesso a regiões de águas termais, festivais gastronômicos e destinos de natureza, gerando emprego e renda nas cidades do interior.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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