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Irã inicia megafuneral de Ali Khamenei quatro meses após morte do líder

Caixões de Ali Khamenei e de parentes que foram mortos junto dele durante funeral na mesquita de Mosala, em Teerã (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)

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O Irã iniciou nesta sexta-feira (3) o funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei, pouco mais de quatro meses depois dele ter sido morto no primeiro dia da guerra contra os EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

A previsão do regime iraniano é que milhões de pessoas participem das cerimônias, que serão realizadas até a próxima quinta-feira (9). Não foi divulgado por ora se o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, filho de Ali, comparecerá ao funeral.

A escolha das datas para o funeral foi uma provocação do regime islâmico, já que neste sábado (4) os Estados Unidos comemorarão 250 anos de independência.

Segundo informações da agência EFE, o caixão de Khamenei, coberto com a bandeira iraniana, foi levado nesta sexta-feira para a mesquita de Mosala, onde autoridades iranianas e delegações de Rússia, China, Iraque, Síria, Líbano e Marrocos, entre outros, compareceram para prestar homenagem àquele que foi a máxima autoridade política e religiosa do regime islâmico por mais de 36 anos.

Entre as autoridades estrangeiras com participação confirmada nas cerimônias, estão o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif; o presidente da Geórgia, Mikheil Kavlashvili; o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan; o vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional da China, He Wei; além de representantes da Índia, do Afeganistão e de grupos terroristas da aliança Eixo da Resistência, como o libanês Hezbollah, entre outros.

Os sepultamentos incluirão vários familiares de Khamenei mortos com ele em 28 de fevereiro, como sua filha mais velha, Boshra Khamenei, sua neta Zahra Mohammedi Golpayegani, seu genro Mesbaholhoda Bagheri Kani e Zahra Hadad Adel, esposa de Mojtaba.

O ato de homenagem desta sexta-feira foi fechado ao público. No entanto, os iranianos poderão ir à mesquita de Mosala para se despedir do falecido líder supremo no sábado e no domingo (5).

Um dia depois, o cortejo fúnebre percorrerá Teerã e posteriormente será transferido para a cidade de Qom, centro religioso do país, para uma procissão semelhante.

Na quarta-feira (8), os funerais se deslocarão para o Iraque, onde estão previstas cerimônias nas cidades santas xiitas de Kerbala e Najaf, e, finalmente, na quinta-feira, Khamenei será enterrado em sua cidade iraniana natal de Mashhad, a mais sagrada do país por abrigar o mausoléu do imã Reza, o oitavo do xiismo, e onde ficará seu túmulo.

As cerimônias fúnebres interromperam por ora as negociações que estão sendo realizadas com os Estados Unidos para dar fim à atual guerra.

Na quarta-feira (2), um comandante militar iraniano alertou os Estados Unidos e Israel para que não realizem ataques contra o Irã durante as homenagens a Ali Khamenei.

“Alertamos os inimigos do Irã, especialmente os EUA e o regime sionista, para que evitem qualquer erro de cálculo e reflitam sobre a dura retaliação que nossas forças armadas empreenderiam diante de qualquer ameaça ou agressão ao nosso país”, declarou Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela imprensa estatal iraniana.

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