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Peru prende presidente de Tribunal de Justiça acusado de corrupção

Autoridades do Peru prenderam nesta quinta-feira José Alberto Tinco Luján, presidente da Corte Superior de Justiça de Apurímac. (Foto: Thayne Tuason/Wikimedia Commons)

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Autoridades do Peru prenderam nesta quinta-feira (2) José Alberto Tinco Luján, presidente da Corte Superior de Justiça de Apurímac, órgão equivalente a um Tribunal de Justiça regional. Ele é investigado por suspeita de corrupção de funcionários públicos e participação em uma organização criminosa dentro do Judiciário peruano.

A prisão preventiva de Luján foi determinada no âmbito de uma investigação conduzida pela Primeira Promotoria Suprema Especializada em Crimes Cometidos por Funcionários Públicos. A operação foi liderada pela promotora suprema provisória Lourdes Bernardita Téllez e coordenada pelo promotor adjunto supremo Iván Melgar.

De acordo com a imprensa peruana, Luján foi preso junto com a esposa e outros investigados no caso. A operação incluiu mandados de busca, registros em casas, veículos e abordagens pessoais nas regiões de Apurímac, La Libertad, Puno, Abancay e Lima.

Conforme a investigação, o grupo de Luján atuava dentro do Tribunal de Justiça de Apurímac para controlar decisões e beneficiar pessoas próximas. A suspeita é que processos tenham sido direcionados para favorecer determinados advogados ou interessados. As autoridades também apuram se cargos dentro do tribunal eram negociados em troca de dinheiro, incluindo vagas para funcionários administrativos e juízes temporários.

Segundo o jornal La República, fontes judiciais afirmam que Luján e sua esposa teriam tratado a Corte de Apurímac como se fosse um espaço de controle pessoal. O grupo é suspeito de transferir juízes de acordo com seus próprios interesses, favorecer advogados próximos e pressionar funcionários do tribunal.

A investigação também apura se a esposa de Luján cobrou dinheiro de trabalhadores da corte com a justificativa de arrecadar recursos para a festa da Virgem de Cocharcas, uma celebração religiosa e popular da região. Segundo a imprensa peruana, os valores teriam sido exigidos de funcionários administrativos e servidores da área judicial.

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