O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse que o diálogo continuará “para abordar as deficiências do acordo” (Foto: CHRISTOPHE PETIT TESSON/EFE/EPA)
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Os Estados Unidos recusaram nesta quarta-feira (1º) pedidos do México e do Canadá para que o acordo de livre comércio entre os três países, o USMCA (na sigla em inglês), fosse renovado por mais 16 anos.
O anúncio foi feito pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em reunião virtual com o secretário da Economia do México, Marcelo Ebrard, e o ministro das Finanças do Canadá, Francois-Philippe Champagne.
“Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual. Como resultado, o USMCA não foi renovado. Os Estados Unidos continuarão a dialogar com o México e o Canadá para abordar as deficiências do acordo e nossos déficits comerciais com esses países”, informou Greer em comunicado.
O representante comercial dos EUA afirmou, porém, que o acordo “permanece em vigor até que essas questões sejam resolvidas ou até a sua extinção”.
“Conforme anunciado anteriormente, os Estados Unidos se reunirão com o México na semana de 20 de julho para uma terceira rodada de negociações bilaterais relacionadas à revisão conjunta do USMCA”, acrescentou Greer.
Implementado em 2020 para substituir o Nafta, o compromisso comercial anterior entre os três países, o USMCA permanecerá em vigor por mais dez anos com revisões anuais até sua expiração, conforme salientado pelo representante comercial americano, a menos que os três países concordem em renová-lo com alterações ou que alguém abandone o acordo.
Em entrevista coletiva na Cidade do México após a reunião virtual, Ebrard disse não acreditar que os Estados Unidos vão se retirar do USMCA antes de 2036.
“O tratado permanece em vigor até 2036. Estamos passando para um processo de revisão anual. Se os Estados Unidos quisessem se retirar, já o teriam feito; não há impedimento. Portanto, não querem se retirar”, afirmou o secretário mexicano, segundo informações da agência EFE.
Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma disputa tarifária com o México e o Canadá, alegando que os dois países exploram comercialmente o vizinho e não fazem o suficiente para impedir a entrada de fentanil no território americano.
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