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Não é só a Presidência que interessa ao clã Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro com os filhos Flávio, Eduardo e Carlos. (Foto: Roberto Jayme/Ascom TSE)

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A despeito do áudio com Daniel Vorcaro e o racha exposto entre Michelle Bolsonaro e o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), o que pode lhe tirar votos femininos, os bolsonaristas aliados ainda têm esperança de que ele será páreo com o presidente Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

Mas entre portas fechadas, independentemente disso, há outro projeto velado, o do pai preso e ex-presidente, Jair Bolsonaro, que ganha força – mesmo que Michelle prejudique em parte. O plano é ter uma bancada de 55 senadores da direita fiéis em 2027, com o maior propósito de vingar Jair Bolsonaro: ter votos, um presidente do Senado e cenário favorável para tocar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – que também tem o que explicar na praça, e muito.

Sem escolta

A Polícia Legislativa da Câmara retirou a escolta da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), ameaçada de morte por milícias, de acordo com o Programa de Proteção do Ministério de Direitos Humanos. A polícia alegou o fato de ela ter feito agenda nas favelas da Maré em Paciência, dominadas por facções. A parlamentar enviou carta ao presidente Hugo Motta, surpresa com os argumentos.

23 anos de governo petista

Depois de 23 anos de gestão na Bahia – 4º maior colégio eleitoral do Brasil – o PT se vê diante de um desgaste inevitável amparado na má gestão da segurança pública e com baixo IDH. Por isso Lula da Silva vai intensificar as visitas, como fez ontem.

Senado

Michelle Bolsonaro tem potencial chance de se eleger senadora pelo PL no Distrito Federal. Ainda não desistiu disso. Os atos recentes são para chamar atenção e ganhar apoio incondicional do clã que a desdenha. Ela pode rever tudo, ou não. O que ninguém nega na família é que ficou super enciumada. Ela considerava que seria candidata a presidente, ou a vice numa chapa presidencial da direita.

Libera, doutor

João Carlos Ortega, chefe da Casa Civil de Ratinho Junior, está na mira de deputados estaduais aliados do governador do Paraná. É cobrado por segurar emendas dos parlamentares para redutos. Dia desses, dizem relatos, teria sido questionado numa rodinha pelo chefe diante de deputados. A assessoria informa que “a gestão de Ratinho bate sucessivos recordes de investimentos, inclusive com a maior execução, de R$ 7 bilhões.

Transnacional

Não é só no Brasil que o processo de indicação dos ministros do STF gera polêmica. Enquanto, aqui, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, no Timor-Leste – país que também faz parte da União Internacional de Juízes de Língua Portuguesa – a preocupação é com uma lei que atribui a escolha dos magistrados dos tribunais superiores a uma comissão de indicação política.

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Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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