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A máquina: Lula aposta tudo na reeleição – e a direita perde tempo com fogo amigo

Lula luta contra rejeição para tentar se reeleger neste ano. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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Deu na Folha de SP “Lula libera R$ 520 milhões para propaganda antes da eleição, mais que o dobro de Bolsonaro em 2022”. Segundo o jornal, a campanha do governo de maior valor até aqui tem custo estimado em R$ 150 milhões e o slogan “conectando entregas e futuro”. É uma propaganda classificada como de posicionamento, com objetivo de distribuir anúncios sobre diversas bandeiras da gestão petista.

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A essa montanha de recursos para propaganda se soma todo o gasto com estímulos econômicos e renúncias fiscais, que já ultrapassam R$ 200 bilhões. Boa parte disso está fora do orçamento, ou seja, resgata as “pedaladas fiscais” do governo Dilma Rousseff. Lula vem aquecendo a máquina para ser reeleito, com propaganda de governo, assistencialismo e acenos para todas as camadas, dos mais pobres aos mais ricos. A fatura é empurrada para depois das eleições, como todo regime populista faz.

O grande inimigo da reeleição de Lula é o mercado: toda vez que o povo vai às compras, sente no bolso o custo petista. Outro inimigo é a rua: toda vez que o povo é roubado ou se sente ameaçado simplesmente por sair de casa

Não obstante, Lula ainda tem uma rejeição muito elevada, por conta da inflação, da corrupção e do seu radicalismo. Se ele fosse enfrentar um candidato sem qualquer telhado de vidro, moderado e com apoio do bolsonarismo, sua situação estaria mais complicada. Mas se seu adversário for Flávio Bolsonaro no segundo turno, isso poderá lhe trazer algumas vantagens.

Lula poderia até jogar parado pela quantidade de erros da campanha bolsonarista. Na semana em que explode o escândalo do Banco Master envolvendo Jaques Wagner, Michelle Bolsonaro solta um vídeo bastante negativo contra Flávio. Pouco depois, o próprio Eduardo Bolsonaro fala em “moer” a “direita limpinha”. Seu aliado próximo, Paulo Figueiredo, afirma que as mulheres votam mal e dobra a aposta depois de péssima repercussão, subindo o tom. Kim Paim, outro aliado próximo de Eduardo, disse que o eleitor do Paraná é “tapado” porque Sergio Moro lidera as pesquisas para o governo do estado.

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Com uma direita dessas, produzindo intrigas diárias, gastando quase 100% de sua energia em “fogo amigo”, Lula nem precisaria usar essa máquina toda. Mas ele luta contra seu maior adversário, que é sua própria gestão irresponsável e corrupta. O grande inimigo da reeleição de Lula é o mercado: toda vez que o povo vai às compras, sente no bolso o custo petista. Outro inimigo é a rua: toda vez que o povo é roubado ou se sente ameaçado simplesmente por sair de casa, essa sensação de medo depõe contra o governo que chama traficante de “vítima dos usuários”.

Após o término da Copa do Mundo, as campanhas vão começar para valer. Lula tem a máquina na mão, e não tem melindre algum em usá-la da forma mais nefasta possível. A oposição vai precisar de estratégia e união para ter alguma chance de vitória. Até aqui vem cometendo muitos erros, para deleite do PT. Tomara que tome juízo e foque na real prioridade do país: impedir mais quatro anos de desgoverno lulista.

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