Vereador Senival Moura é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC no transporte coletivo da capital paulista. (Foto: reprodução/Youtube Câmara Municipal de São Paulo)Ouça este conteúdo
Preso na quinta-feira (25) por suposto envolvimento com o PCC, o vereador petista Senival Moura, que está atualmente no quinto mandato na Câmara de São Paulo, pediu no sábado (27) o afastamento do partido. O diretório municipal da sigla comunicou a decisão por meio de nota.
“Informamos que o vereador Senival Moura encaminhou, neste sábado, à direção do Diretório Municipal do PT de São Paulo, o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido”, disse o PT. A sigla já havia procurado se distanciar do caso, afirmando que “não compactua com o crime”.
A defesa do vereador afirmou que ele recebeu a notícia da decretação de sua prisão com “profunda indignação” e estranhou que ela tenha ocorrido com a aproximação do período eleitoral. Senival foi preso por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de ônibus Transunião.
A Operação Última Parada investiga a infiltração do grupo criminoso no transporte público da maior cidade do país. O vereador teria sido jurado de morte pela facção, segundo as investigações, mas sua vida teria sido poupada por sua influência.
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