VILLA NEWS

Irã diz que US$ 6 bilhões dos seus ativos bloqueados serão liberados em acordo para encerrar guerra

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (29) que US$ 6 bilhões em ativos iranianos bloqueados no Catar serão liberados pelo país árabe, em meio à expectativa da retomada das negociações com os Estados Unidos após um fim de semana de renovação das tensões.

Em declarações à agência de notícias estatal Irna, reproduzidas pela Associated Press, Pezeshkian disse que tal acordo representa “uma grande vitória para o povo iraniano”.

“Com base no planejamento realizado, US$ 6 bilhões do total de US$ 12 bilhões em recursos iranianos no Catar serão liberados e repatriados, e os trâmites necessários estão sendo executados”, disse o mandatário ucraniano.

Porém, autoridades dos EUA e do Catar por ora não confirmaram qualquer transferência de ativos bloqueados ao Irã.

O Memorando de Islamabad, assinado por EUA e Irã no último dia 17 e que abriu um prazo de 60 dias para negociações para dar fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, estabelece que os americanos vão “disponibilizar integralmente para uso os fundos e ativos congelados ou restringidos da República Islâmica do Irã após a implementação deste memorando de entendimento”, com os procedimentos relativos à liberação desses fundos sendo acordados mutuamente durante as negociações.

A declaração de Pezeshkian ocorre depois que representantes de Washington e Teerã sinalizaram interrupção nas hostilidades após três dias de trocas de ataques, que colocaram em xeque as conversas entre os dois países.

Os enfrentamentos começaram depois que o Irã atacou um navio comercial na região do Estreito de Ormuz na quinta-feira (25), alegando que qualquer passagem pela rota tem que ser coordenada com Teerã.

Além de Ormuz, outros dois temas espinhosos nas negociações são o programa nuclear iraniano e a exigência do Irã de que Israel encerre sua ofensiva contra o grupo terrorista Hezbollah (aliado de Teerã) no Líbano e retire suas forças do país vizinho, o que tem sido negado pelo governo Benjamin Netanyahu.

VEJA TAMBÉM:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *