Os governos de Portugal e Espanha confirmaram nesta quinta-feira (25) a morte de cidadãos de seus países nos terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira (24) e informaram que mais de 100 portugueses, espanhóis ou descendentes ainda estão desaparecidos no país sul-americano.
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha informou a morte de dois espanhóis, confirmada por familiares. O governo espanhol também disse que outros 80 cidadãos do país ainda não foram localizados.
Além das vítimas espanholas, o governo da Espanha também lamentou a morte de um motorista da Embaixada espanhola em Caracas, de nacionalidade venezuelana. Segundo a agência EFE, o homem morreu junto com a esposa e as duas filhas em razão dos terremotos.
O governo de Portugal também confirmou a morte de dois cidadãos portugueses nos tremores. O ministro das Relações Exteriores português, Paulo Rangel, informou, porém, que o balanço ainda é provisório. “Obviamente, a situação é de tal magnitude que este é um número muito provisório. Nosso prognóstico é que podemos ter ainda notícias muito ruins ao longo desta noite”, afirmou o ministro português em entrevista à emissora pública RTP.
Segundo Rangel, 56 cidadãos portugueses ou lusodescendentes estão desaparecidos na Venezuela após os tremores. Eles estavam em La Guaira, cidade costeira próxima a Caracas e apontada como a região mais afetada pelos terremotos.
Os dois terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram o litoral caribenho da Venezuela na noite desta quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo entre os tremores. As autoridades venezuelanas também contabilizaram cerca de 30 réplicas.
A líder interina da ditadura venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que La Guaira, estado vizinho a Caracas e onde fica o principal aeroporto do país, é a área mais castigada pela tragédia. A região foi declarada “zona de desastre natural” devido ao grande número de edifícios desabados.
Segundo o balanço oficial mais recente divulgado pelo regime venezuelano, os terremotos deixaram ao menos 188 mortos e 1.520 feridos. Autoridades afirmam que o número de vítimas pode aumentar conforme avançam as operações de busca e resgate.
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