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Como o cooperativismo do Paraná triplicou seu faturamento em dez anos?

O cooperativismo agroindustrial do Paraná alcançou um faturamento de R$ 223 bilhões em 2025, triplicando de tamanho em uma década. O setor agora responde por 66% do PIB agropecuário do estado, consolidando-se como um pilar estratégico para a segurança alimentar no Brasil e no mundo.

Qual é a importância econômica das cooperativas para o Paraná?

O setor é uma potência que emprega diretamente 154 mil pessoas e exporta mais de US$ 8 bilhões anuais. Para se ter uma ideia da força desse modelo, o faturamento das cooperativas agropecuárias paranaenses equivale a cerca de um quarto de toda a riqueza produzida pelo estado (PIB). Além disso, em um terço dos municípios do Paraná, a maior empresa local é uma cooperativa, o que ajuda a manter o dinheiro circulando nas comunidades regionais.

Como esse modelo beneficia o bolso do consumidor final?

A organização coletiva gera ganhos de escala. Ao unir milhares de pequenos produtores, a cooperativa consegue negociar melhores preços em insumos, acessar tecnologias de ponta e industrializar a produção. Segundo líderes do setor, esse sistema de eficiência permite reduzir o preço final dos alimentos nas prateleiras dos supermercados entre 20% e 30%, garantindo comida de qualidade mais barata para as famílias brasileiras.

Qual é o peso do estado na produção nacional de grãos e proteínas?

As cooperativas paranaenses movimentam volumes impressionantes: em 2025, receberam 29 milhões de toneladas de grãos, o que representa cerca de 13% de toda a produção nacional se somarmos as filiais em outros estados. No setor de carnes, o protagonismo é ainda maior, especialmente no frango, onde o Paraná é o maior produtor do Brasil. Quase metade da produção estadual de proteína animal passa pelas indústrias das cooperativas.

O que significa o avanço da agroindustrialização para o setor?

Industrializar significa transformar o produto bruto (in natura) em itens com maior valor agregado, como carnes processadas e laticínios. Enquanto o grão puro rende uma margem de lucro pequena, o produto industrializado pode render até 5% a mais. A meta do Sistema Ocepar é que, até 2027, mais de metade de tudo o que for colhido pelos cooperados seja transformado em produto final pelas próprias indústrias das cooperativas.

Como pequenas propriedades conseguem competir no mercado global?

Sozinho, um agricultor com 50 hectares dificilmente teria poder de negociação ou acesso a mercados internacionais. Dentro de uma cooperativa, ele conta com assistência técnica contínua e garantia de venda. É a união de 230 mil famílias produtoras que permite ao Paraná abastecer o mercado interno brasileiro e ainda exportar excedentes para 190 países, garantindo a sobrevivência do pequeno produtor no campo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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