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Inverno começa com onda de frio intensa e risco de geada no Brasil

O inverno de 2026 começa no próximo domingo (21) sob influência da primeira onda de frio da estação, que deve derrubar as temperaturas em grande parte do Brasil na próxima semana. Uma forte frente fria avançará pelo interior do país e abrirá caminho para uma intensa massa de ar polar, segundo o portal Climatempo.

O novo pulso de ar polar sucede outra massa de ar frio que já provocou resfriamento expressivo nessas regiões nos últimos dias. A previsão aponta queda acentuada das temperaturas nos estados do Sul e em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, com redução de pelo menos 8°C em relação aos valores registrados na última semana.

Nesta quinta-feira (18), Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, registrou a menor temperatura do Brasil em 2026: -7,3°C às 4h, de acordo com o Climatempo. Na cidade de Urupema, conhecida como a capital nacional do frio e localizada na serra catarinense, os termômetros marcaram -5,1°C.

Inverno de 2026 começa com massa polar, geadas e risco de temporais. (Foto: Mycchel Legnaghi/Prefeitura de São Joaquim)

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Onda de frio se espalha e eleva risco de geadas

Com a chegada do sistema, o risco de geada aumenta, sobretudo nas áreas de maior altitude no interior do Rio Grande do Sul. Os primeiros efeitos da nova onda de frio devem ser sentidos já na segunda-feira (22) nos três estados sulistas, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

“Mas é a partir do dia 24 de junho que a potente e grande massa de ar frio de origem polar começa a chegar no norte da Argentina e no Paraguai. Esse ar gelado vai começar a invadir o interior do Brasil”, explicou a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo.

Segundo a especialista, a configuração atmosférica favorece um avanço mais amplo e intenso do ar polar sobre o território nacional. Com isso, o frio deve alcançar áreas mais ao norte do país e provocar um episódio de friagem forte no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas.

Meteorologistas projetam que o El Niño ganhará força ao longo do inverno no Hemisfério Sul. (Foto: Mycchel Legnaghi/Prefeitura de São Joaquim)

Frente fria eleva risco de temporais

Além da queda das temperaturas, a frente fria deve intensificar as instabilidades atmosféricas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a atuação de um sistema associado a um ciclone sobre o centro-sul do Brasil a partir desta sexta-feira (19).

O órgão emitiu alerta amarelo para tempestades em 171 municípios do Paraná, válido até as 21h de sexta-feira. O aviso indica possibilidade de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, ou até 50 milímetros por dia, além de rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h.

As chuvas mais intensas devem atingir inicialmente o Rio Grande do Sul e avançar rapidamente para Santa Catarina e Paraná. No sábado (20), as instabilidades também devem alcançar São Paulo e Mato Grosso do Sul. A força dos temporais poderá provocar transtornos, danos localizados e interrupções em serviços essenciais, como o fornecimento de energia elétrica.

Na sequência, a massa de ar polar avançará pelo centro-sul do país e reforçará o resfriamento. As temperaturas na Região Sul poderão ficar abaixo de 3°C durante o fim de semana, cenário que amplia o risco de geadas, especialmente entre a madrugada e o amanhecer de domingo.

Bom Jardim da Serra (SC) registrou -7,3°C na madrugada desta quinta-feira (18), a menor temperatura do Brasil em 2026. (Foto: Mycchel Legnaghi/Prefeitura de São Joaquim)

El Niño deve reforçar as chuvas no Sul

O fortalecimento do fenômeno El Niño também deve influenciar o comportamento do clima nos próximos meses. Segundo projeções meteorológicas, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico tende a aumentar a frequência das chuvas no Sul do Brasil durante o inverno.

A tendência indica um número maior de frentes frias que passarão ou se formarão sobre a região, além do aumento dos episódios de temporais acompanhados por ventos fortes. Embora eventos de chuva intensa já ocorram com frequência durante a estação, a atuação do fenômeno deve ampliar tanto a recorrência quanto a intensidade desses eventos.

A MetSul Meteorologia avalia que o El Niño ganhará força ao longo do inverno no Hemisfério Sul e poderá evoluir para um episódio classificado como Super El Niño nos próximos meses. A projeção considera um novo processo de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, capaz de potencializar os efeitos do fenômeno climático sobre a América do Sul.

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