A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acredita que falta reconhecimento ao seu trabalho no governo de seu marido, o presidente Lula. Dizendo-se vítima de “ataques misóginos” de “tudo quanto é lado, ‘da direita, da esquerda e da imprensa’”, ela revelou até já ter pensado em desistir de tudo e trocar Brasília por São Paulo.
“Teve momento em que eu queria pegar minhas bolsas e minhas cachorras e voltar para São Paulo. Sou uma pessoa normal, tenho sentimentos. É muito ataque”, declarou, em entrevista exclusiva à Rede PT de Comunicação, reproduzida no portal PT na Câmara.
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A socióloga não foi específica em relação aos ataques. Ela já denunciou ter sofrido assédio em duas ocasiões, já como primeira-dama. Janja queixou-se, especialmente, de não ter o devido reconhecimento da imprensa nacional em relação à sua importância no governo.
Ela afirma ter sempre grande destaque em veículos estrangeiros e lamentou não fazer o mesmo sucesso em casa. Mais uma vez sem detalhar, disse que as críticas que questionam sua atuação no governo seriam “misóginas”.
“O pessoal pergunta qual é a minha função. Eu faço pontes. Conecto coisas, pessoas e políticas públicas para que elas cheguem mais rápido e melhor à vida das pessoas”, exemplificou.
Janja deseja reconhecimento pela iniciativa do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, que Lula colocou em prática depois de conversas privadas com ela, projeto do qual ela passou a assumir a coordenação. Os crimes contra as mulheres bateram recorde durante a atual gestão. A primeira-dama promete viajar aos estados para conferir a aplicação da medida.
O modelo tem a pretensão de substituir o “botão do pânico” por um sistema em que o agressor utiliza tornozeleira eletrônica monitorada pelas autoridades, ao mesmo tempo em que a vítima recebe um dispositivo de alerta para agir preventivamente.
“O Brasil chegou a um limite inaceitável. Não podemos naturalizar a morte de mulheres. Precisamos agir antes que a violência aconteça”, explicou.
Apesar das queixas, desde o início do mandato Janja conta com uma equipe informal estimada em oito servidores. Seu poder e sua influência foram alvos de críticas até mesmo de aliados, como ela própria mencionou na entrevista.
As três cachorras
Janja da Silva cria no palácio do Alvorada três vira-latas, Esperança, que foi adotada em 2018 durante a prisão de Lula, Paris, que foi adotada já durante o governo e Esperança, que foi recolhida durante as grandes enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Não existem informações confiáveis sobre quantas bolsas a primeira-dama possui.


