Já está nas farmácias das capitais, desde segunda-feira (15), a primeira caneta de semaglutida brasileira aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ozivy, da EMS, deve estar em todo o país até julho. Originalmente projetadas para tratar diabetes tipo 2, regulando a produção de insulina, as canetas passaram a ser chamadas de “canetas emagrecedoras” por seus efeitos na perda de peso.
O medicamento ainda é conhecido pelo nome comercial Ozempic, versão fabricada pela Novo Nordisk. Com a expiração da patente, a fabricante deixou de ter exclusividade na produção do fármaco, abrindo margem para versões mais em conta do que a versão que gira em torno dos R$ 1 mil, já buscando barateamento para lidar com a concorrência.
Recém-lançado, o Ozivy já apresenta uma faixa de preços mais em conta. De acordo com a EMS, o valor inicial é de R$ 452. Na internet, porém, a medicação ainda não é encontrada por menos de R$ 600.
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De acordo com a bula do Ozivy, a semaglutida pode ser usada sozinha ou com outros medicamentos para tratar o diabetes tipo 2. A substância estimula a produção de insulina pelo corpo e desestimula a produção de glucagon, hormônio produzido pelo pâncreas que exerce o papel de antagonista da insulina. Com isso, há o controle da glicose no sangue, principal desafio dos diabéticos.
A bula ainda adverte que a semaglutida não substitui a insulina, o que contraindica seu uso em casos de diabetes tipo 1 ou cetoacidose diabética. Os efeitos colaterais mais comuns são náusea, diarreia e hipoglicemia, mas os usuários também podem apresentar vômito, gastrite, tontura, cansaço e o mais famoso dos efeitos colaterais: a perda de peso.
O médico Dráuzio Varella recomenda que o uso para fins de emagrecimento ocorra apenas em casos de obesidade mais acentuada, e que haja a combinação entre as canetas e uma rotina de atividades físicas.


