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Manifestantes exibem bandeira proibida pela Fifa durante protesto contra o regime do Irã na Copa

Apesar de uma proibição da Fifa, dezenas de imigrantes do Irã e apoiadores exibiram a bandeira do país anterior à Revolução Islâmica de 1979 do lado de fora e dentro do Estádio SoFi, em Inglewood (região metropolitana de Los Angeles), antes e durante a partida da seleção iraniana contra a da Nova Zelândia nesta segunda-feira (15).

Segundo informações do jornal California Post, o estandarte com um leão dourado ao centro foi exibido tanto do lado de fora quanto dentro da arena, apesar do veto da Fifa, que alegou que símbolos “políticos” não podem ser mostrados durante o Mundial.

O jornal acrescentou que alguns torcedores iranianos também viraram as costas para o gramado quando o hino nacional do Irã foi tocado.

Uma das participantes do protesto, Aida Monfared, que veio de São Francisco, disse ao Post que “esta seleção não representa o povo do Irã”. “Ela representa o governo do Irã, o governo que matou 40 mil pessoas em dois dias”, afirmou, citando a repressão aos protestos de dezembro e janeiro no país persa.

“A Fifa acabou de proibir nossa verdadeira bandeira, então estamos aqui para mostrá-la”, acrescentou.

A participação do Irã na Copa do Mundo dos EUA, México e Canadá foi marcada por disputas diplomáticas antes da estreia da seleção iraniana no torneio (que terminou empatada em 2 a 2).

Os jogadores e a comissão técnica do Irã, que estão baseados no México durante a Copa, foram autorizados a permanecer nos EUA apenas nos períodos imediatamente anterior e posterior às partidas, sem poder pernoitar no país.

Além disso, o Irã ameaçou se retirar do torneio devido à guerra com os EUA e o governo Trump chegou a sugerir que a seleção persa fosse substituída no Mundial pela Itália, o que foi rejeitado pela Fifa.

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