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Mapa de calor escancara problema de Raphinha e Vini sendo Vini

O mapa de calor dos dois jogadores confirma a sensação que os principais atacantes da seleção brasileira passaram em campo.

© Getty Images


14/06/2026 09:24 ‧
há 1 hora
por Folhapress

Esporte


Seleção Brasileira

SANDRO MACEDO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quem assistiu ao empate de 1 a 1 da seleção brasileira contra Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, deve ter terminado com a sensação de que Vinicius Junior estava à vontade, e salvou o time de pior resultado. Raphinha, por sua vez, parecia isolado, com leve melhora no segundo tempo.

 

O mapa de calor dos dois jogadores confirma a sensação que os principais atacantes da seleção brasileira passaram em campo.

Titulares absolutos desde a Copa de 2022, no Qatar, Vini Jr. é o destro que ataca pela esquerda, e Raphinha, o canhoto que atua pela direita. São os atacantes de pé trocado, algo normal para 9 a cada 10 times mundo afora.

Porém, no primeiro confronto do Brasil em solo americano, ficou claro desde a escalação que Raphinha teria dificuldades.

Sem o ofensivo lateral Wesley, cortado após contusão, Carlo Ancelotti optou por colocar o defensivo Ibañez como parceiro de Raphinha do lado direito. Mas a bola (e o jogo) praticamente não passava por aquele lado do ataque.

No mapa, é possível ver a parte mais vermelha de Raphinha, do lado esquerdo, quando ele tentava buscar jogo perto de Vini. No lado direito, praticamente não encontrou jogo.

Enquanto isso, Vinicius Junior puxava os poucos ataques do Brasil desde o meio-campo, pela ala esquerda –chegou até a voltar para ajudar a marcação, quando fez falta em Hakimi.

Depois de uma péssima atuação coletiva na primeira metade da etapa inicial, foi o atacante do Real Madrid que salvou a seleção com uma jogada característica pelo lado esquerdo que terminou em gol, aos 32 minutos, após receber passe de Bruno Guimarães.

Raphinha e Vini deram um chute a gol cada um no primeiro tempo.

Na segunda etapa, a vida de Raphinha pelo lado direito melhorou um pouco, principalmente com uma mãozinha de Ancelotti –ou seria com uma correção da escalação inicial?–, quando o mister sacou Ibañez para colocar Danilo, jogador do Flamengo.

Finalmente, o jogador do Barcelona passou a atuar pelo lado direito com mais desenvoltura, como a forte mancha vermelha do mapa de calor evidencia.

Aos 13min, por exemplo, Raphinha arrancou com a bola desde a intermediária em jogada que terminou interceptada.

Pouco depois, aos 16min, uma nova alteração empurrou Raphinha um pouco mais para o centro e para frente, quase como um centroavante, quando Luiz Henrique entrou para jogar pelo lado direito e Matheus Cunha passou a ocupar uma faixa mais central, chegando por trás dos atacantes.

Por sua vez, Vini continuava sendo Vini. Seu mapa de calor do segundo tempo é quase uma cópia da etapa inicial, com o jogador forçando as jogadas sempre pelo lado esquerdo –e ganhando um pouco mais de profundidade.

Aos 32min aconteceu a melhor jogada, quando Vini arrancou e cruzou para Raphinha concluir de primeira, dentro da área –o chute saiu fraco, porém, para fácil defesa do marroquino Bono.

No fim, a conclusão é de que Vini se salvou fazendo o que sempre faz. E que Raphinha precisa arrumar um amiguinho do lado direito, ou sua titularidade pode correr algum risco.

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