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PF pede ao STF que Vorcaro deixe a cela especial após rejeição de segunda delação

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, deixe a cela especial onde está abrigado na Superintendência da corporação em Brasília após a rejeição da segunda proposta de delação premiada apresentada por sua defesa.

A Gazeta do Povo apurou que o pedido foi encaminhado a Mendonça junto da oficialização da rejeição da proposta por não avançar nas investigações frente às provas já levantadas pela autoridade. Com isso, a depender da decisão do ministro, Vorcaro pode ser transferido para uma cela comum da Polícia Federal, para o 19º Batalhão da Polícia Militar – conhecido como “Papudinha” – ou, ainda, retornar para a Penitenciária Federal de Brasília.

A reportagem procurou a defesa de Vorcaro para comentar o pedido feito pela Polícia Federal a Mendonça e aguarda retorno.

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Vorcaro havia sido levado inicialmente para o presídio federal após sua segunda prisão, em meados de março. Dias depois, iniciou as tratativas para a primeira proposta de colaboração premiada, sendo beneficiado com a progressão para uma cela especial na sede da Polícia Federal, com acesso diário aos seus advogados.

Após a rejeição da primeira proposta, em maio, Vorcaro chegou a ser transferido para uma cela comum dentro da própria superintendência, o que foi revertido dias depois com a sinalização de um novo acordo após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima e a entrada do criminalista Sérgio Leonardo na condução do caso.

A Polícia Federal concluiu que a segunda proposta não apresentou informações inéditas capazes de contribuir de forma relevante para as investigações. Além disso, os investigadores avaliaram que o material entregue não trouxe elementos de prova que permitissem confirmar os relatos apresentados pelo banqueiro.

Os investigadores já possuem acesso a oito celulares de Vorcaro, além de documentos e mensagens obtidos durante as apurações. Na avaliação da corporação, grande parte das informações oferecidas pelo investigado já era conhecida ou estava previamente mapeada pelos órgãos responsáveis pelo caso.

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Relatórios analisados pela Polícia Federal apontam que os anexos entregues não apresentam fatos suficientemente novos nem provas de sustentação capazes de justificar o avanço das negociações. O entendimento é de que o material buscou mais justificar relações e favores concedidos a integrantes da classe política do que confessar crimes ou abrir novas frentes de investigação.

As primeiras informações sobre a nova delação apontam uma negociação de Vorcaro com o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, sobre uma possível doação de R$ 20 milhões para sua candidatura ao Senado pelo estado de Minas Gerais em 2022, e também as relações com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria recebido uma mesada de R$ 500 mil e uma viagem de férias aos Alpes Franceses em 2025.

Daniel Vorcaro é investigado sob suspeita de liderar um esquema de fraudes financeiras e corrupção de agentes públicos em benefício próprio e do Banco Master, lesando correntistas, investidores e fundos de previdência ligados a estados e municípios.

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